O Sacerdócio se desfaz sem o celibato sacerdotal [2]


Uma necessidade fundamental

Tendo publicado o primeiro artigo "O Sacerdócio se desfaz sem o celibato sacerdotal [1]", desejo completar o que escrevi com esta outra ideia vinculada à natureza mesma da disciplina do celibato ministerial dentro do sacramento da Ordem.

Que a existência desta disciplina parece nascer da própria perfeição de Nosso Senhor já o disse anteriormente, o que agora desejo destacar é que esta disciplina é de uma necessidade fundamental para a própria visibilidade, execução e realização da ação visível de Cristo junto dos fieis por meio do ministério do homem ordenado para este fim. De fato, como "ser" Cristo sem configurar documental e existencialmente a pessoa do ordenado com a pessoa de Jesus Cristo? Parece no mínimo contraditório esta relativização de algo deveras fundamental. É claro que não chego a considerar que a condição ontológica fica comprometida ou até anulada, visto a própria natureza em si do sacramento enquanto graça infusa, independente do mérito ou demérito do receptor.

No entanto, devemos considerar de maneira grave a intenção de desvincular a necessária imitação da disciplina celibatária que o homem ordenado deve buscar junto do Cristo ao qual ele serve e deve tornar visível ao mundo. Por isso que o celibato sacerdotal é fundamental na Igreja de Cristo, pois sem ele ou o menosprezo dele, seria como desprezar ou relativizar a própria pessoa de Jesus Cristo, enquanto pessoa divina fundante da Ordem Sacerdotal. Além do mais, não se pode, como a Igreja sempre entendeu a respeito da Palavra de Deus, decidir aceitar certas características de Nosso Senhor e deixar de lado, ou tornar facultativo outras, pois Cristo é um todo, assim como Deus é um todo único, o qual se deixamos uma parte para trás já desfiguramos o Cristo e o mandato de Deus aos homens, especialmente a sua Igreja. 

A lógica parece simples: Deus é um todo, assim como Sua Palavra, assim como o Verbo Encarnado, assim como deve ser aquela (Igreja) que o torna visível no mundo, e deste modo os homens ordenados para esta missão de presbíteros, ligações diretas entre Deus e os fieis. Sendo desta forma a disciplina do celibato sacerdotal fundamental para não ferir a unidade de Cristo e seu mandato.

O celibato não é somente uma disciplina para regrar a vida dos homens, mas uma parte fundamental de apresentar mais perfeitamente a própria pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo.

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