De modo inaudito, a Igreja é submissa ao Estado

Não se pode fechar os olhos quanto ao que presenciamos atualmente, e não falo somente do Covid-19, apesar de estar intimamente ligado a esta pandemia o absurdo que presenciamos. Falo da esdrúxula submissão das autoridades eclesiásticas ao poder estatal em TODO O MUNDO, inclusive
Igreja de São José / BH, MG
no Vaticano, país autônomo que rege-se a si próprio com leis "civis" próprias.

E mais do que a plena submissão aos ditames estatais, assusta a rapidez com que o Papa e as demais autoridades eclesiásticas locais passaram por cima de qualquer relevância fundamental da doutrina eclesiológica e sacramental da Igreja a fim de obedecer fielmente o Estado. E note-se que muitos decretos e orientações civis locais nem citavam FECHAMENTO COMPLETO dos templos religiosos, apenas pedia que se tomassem cuidados quanto a distâncias seguras para evitar contágio. E mesmo quando assistimos o poder Estatal comunicando que as igrejas podem abrir as portas, os bispos resolveram deixá-las trancadas, privando os fieis do acesso ao templo sagrado.

O que presenciamos é mais do que desolador para os fies católicos, é sinal de tempos obscuros que se aproximam, tempos em que a real decadência das autoridades católicas, começando pelo Vaticano, passará a um outro nível, ao nível de supressão da autoridade magisterial bimilenar da Igreja de Cristo a fim de diluí-la num conveniente conjunto de leis, normas, decretos e orientações globais que sejam do agrado da ONU e fundações internacionais, ateias e simplesmente sincretistas ao ponto de não reconhecer-se mais o Deus revelado por Jesus Cristo de modo definitivo.

É tentador ajustar o discurso ao dos "apocalípticos". Mas como não lembrar da súplica que fazemos na segunda parte da Santa Missa? "Vêm, Senhor Jesus."

Sim, aguarmos mais do nunca ansiosos pela segunda vinda de Nosso Senhor. Sua Páscoa se aproxima, será que não deveríamos nos preparar para esta páscoa definitiva?

Minha fé, pequena como a reconheço, sempre pede clareza e discernimento nestes tempos, especialmente por observar um estado caótico dentro do corpo eclesiástico, algo que começou eficazmente na década de 60, mas encontrou seu ápice com Francisco.

Quem não assistiu de modo desolado a transmissão da benção Urbi et Orbi do Papa Francisco no Vaticano? Sua presença solitária na praça São Pedro é a figura atual de uma "igreja" destruída em seu ímpeto evangélico, figura de uma "igreja" dissolvida nos discursos ambíguos, sem a firmeza de quem sabe apenas estar transmitindo ao mundo a Verdade que sempre esteve com a Igreja. 

Muitos críticos já afirmam a fabricação de uma crise maior do que realmente será, para que se obtenha outra crise maior ainda depois, e esta sim, de conveniência para planos nada honestos, democráticos e fieis a história e natureza da Igreja Católica.

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