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Teólogo sem filosofia não existe

Muitas pessoas percebem uma certa involução nas indivíduos que formam-se em alguma área específica do conhecimento, mas não parece tão fácil deixar claro o que leva a esta involução. Dados como a má formação dos professores de nível superior que acabam lecionando nas academias e universidades pode ser uma estrada a percorrer para verificarmos esta decadência nos formados nas mais diversas áreas.

Aqui menciono somente aquela área que faz parte de minha formação, a ciência teológica. 

Na área de ciências humanas a teologia resiste a um mundo cada vez mais fragmentado nas universidades, mas nem sempre foi assim. Nesta mesma área encontramos a filosofia e estas duas tem muito em comum, além da mesma "família" de estudos humanos.

Precisamos entender que um teólogo - que faça jus ao título! - necessita de um esforço filosófico na estatura das imensas questões teológicas que se impõe ao ser humano. E pode-se começar pelas próprias definições que somente existem de maneira clara e sem leituras dúbias por causa do estudo filosófico que esforça-se por perscrutar a essência dos seres e coisas, desde um grão de poeira até a existência divina sem forma, tempo e composição. 

Hoje encontramos muita gente que cursa um itinerário de estudos em universidades particulares, federais, estaduais ou estas a distância, e após seu término logo julgam-se "teólogos" como se um simples curso, independente de onde foi feito, lhe outorgasse a sabedoria, esforço e produção científica suficiente para considerar-se teólogo. A mesma coisa vale para aquele que dedica-se a filosofia.

Nas redes sociais encontramos inúmeros perfis que dizem-se "teólogos", mas que não passam de comentadores de sociologia religiosa, até porque ciência não se faz em redes sociais, como tenho dito desde que abri minha primeira conta nestas redes.

É por isso que afirmo a inexistência do teólogo sem um esforço acadêmico brutal e honesto no campo filosófico. A filosofia é fundamental para fazer teologia como ciência, e ciência que auxilie a condução daqueles que não dedicam-se a ela para uma compreensão clara e objetiva da verdade. Este objetivo somente é possível com a reflexão prévia da filosofia sobre o ser, sobre o viver, sobre o existir.

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