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Sínodo Pan-Amazônico: Sobre documento final

Depois de vários dias acompanhando o sínodo da Amazônia, e antes mesmo dele acontecer, refletindo sobre o Instrumentum Laboris, agora temos em mãos o documento final, que reúne sinteticamente as reflexões e propostas para apreciação do Santo Padre a fim de que ele possa escrever o chamado documento pós-sinodal, que enfim servirá de documento válido para a orientação da Igreja.

Este sínodo já nasceu sendo duramente criticado, algumas críticas com excesso de paixão e gosto visceral e outras mais pausadas e com certa profundidade argumentativa. Aqui no meu site, através de artigos e de alguns vídeos no programa #CríticaCatólica, expus minhas leituras e reflexões a cerca do conteúdo do documento de trabalho e também sobre fatos do próprio sínodo.

Um documento sempre merece uma análise pormenorizada, mas este documento final, apresentado no último dia do sínodo, é o mais abjeto em em termos de documentos eclesiais. Basta dizer que, apesar de mencionarem Jesus e Maria algumas poucas vezes, o cristocentrismo, OBRIGATÓRIO EM QUALQUER DOCUMENTO EVANGELIZADOR da Igreja esta completamente ausente, dando espaço para algo semelhante a um sincretismo não somente religioso para totalmente pagão, algo que facilmente leva alguns a bradar este sínodo como herético e cismático. 

É preciso sim ler o documento, mas lá não se encontra nada mais do que já sabíamos que estaria, baseado no Instrumento de Trabalho do sínodo. 

Tirando os arabescos textuais, duas coisas os responsáveis pela elaboração do documento deixaram claro como propostas: 

  • A ordenação de homens casados (parágrafo 111);
  • E a elaboração de um Rito litúrgico próprio para a região amazônica (parágrafo 119).
Antes que perguntem sobre as "diaconisas", é preciso perceber que não estão propondo isso para agora, mas apenas fazem um apelo para que se continue estudando a possibilidade, ou seja, estão de maneira mansa pedindo para que não se feche a porta da ordenação diaconal e depois sacerdotal de mulheres. O motivo parece claro, primeiro destruir a disciplina do celibato com os homens, depois destruir o sacramento da ordem com a ordenação de mulheres solteiras ou casadas (leia-se o parágrafo 95 e 102, neste último pedem para revisar o Motu Proprio de Paulo VI Ministeria Quedam, também o parágrafo 103, onde falam das consultas para o diaconato permanente para mulheres).

É aterrador o que se leu e ouvir neste sínodo. Uma linguagem totalmente estranha à Igreja Católica, uma demonstração de fé e adoração a deusa "mãe terra", uma blasfêmia atrás da outra em pleno centro visível do cristianismo ocidental. 

Este documento final do sínodo transparece uma face fajuta da Igreja em seus membros, uma idolatria a sua própria existência, onde Deus e o transcende são apenas afrescos da Capela Sistina, sem nenhuma existência ontológica, capaz de mudar o destino do mundo. Uma compilação filantrópica dos possíveis (e nada prováveis) desastres ambientais, muitos dos quais já foram desmentidos por vários cientistas, inclusive aqui no Brasil, e aqui recomento os vídeos do Dr. Ricardo Felicio sobre estes temas.

Para mim, fica um sentimento doloroso em relação a Maria Santíssima, a Mãe de Deus. Tratada como figura versátil, desfigurada em sua existência e missão na história da humanidade, foi ultrajada ao ser equiparada com um ídolo indígena, algo totalmente inerte, sem a vida divina que Maria possui pela graça de Nosso Senhor. Uma Pachamama nunca será uma Virgem Maria e os prelados que irresponsavelmente foram cúmplices disso um dia deveram se arrepender.

É difícil analisar um documento que não diz nada a não ser os anseios de uma ideologia que pretende a todo custo afrontar o Magistério da Igreja de Cristo. É um documento vazio de Cristo, vazio de fé e cheio de paganismo e más intenções.

O resto já o disse em meus artigos e vídeos.

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