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Jesus no Horto: O sofrimento atemporal

Escrevo numa Sexta-feria Santa, dia de rememorar a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, algo que para a humanidade inteira deveria ser fundamental, porque de fato o é!

Lendo o evangelista São Marcos, na passagem sobre a agonia de Jesus no Horto das Oliveiras, podemos nos ater nesta capacidade de Jesus em viver o que já passou e o que ainda nem aconteceu. Não se trata de um mero sentimentalismo, mesmo que honrosamente louvável, mas sim de algo bastante real em Jesus, objetivo, "ontológico" por se tratar especialmente de Deus, encarnado. Na verdade podemos entender que é precisamente esta união do ser divino com a natureza humana que torna tão visível e real o sofrimento atemporal de Cristo neste momento no Monte das Oliveiras.

Tendo isto, podemos chegar ao ponto de nossa vida cristã ao exemplo desta realidade humano-divina de Jesus Cristo, pois acredito ser fundamental esta capacidade de Jesus em viver um estado atemporal para nossa adequação ao que Jesus Cristo mesmo é, sabendo que Ele é o "homem ideal", ou "ser humano perfeito".

O que entendemos por compaixão, solidariedade e caridade passa fundamentalmente por esta capacidade de Nosso Senhor em viver o sofrimento que já passou, que ainda não aconteceu ou que acontece com outra pessoa.

Será que a humanidade não seria mais "semelhante" ao Cristo se pensasse nisso? Viver como Jesus o sofrimento na própria carne, transformando nossa capacidade de percepção cristã em um sentimento atemporal, nos traria mais perto da transcendentalidade que nos aproxima mais de vida divina. Afinal, viver melhor e feliz é "viver com Deus e como Cristo", Deus verdadeiro, homem verdadeiro e perfeito.

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