Uniformização mental

Um efeito assustador da "ideologia esquerdista" é a morte do indivíduo. Isso acontece em prol da vida platônica do ideal coletivo, aquele que idealmente deve ser assumido por cada alma, por cada ser pensante existente no mundo.
Numa visão simplista isso poderia soar como "teoria do absurdo", mas não resta a menor dúvida diante das muitas experiências ao redor do mundo, que a ideologia de onde bebe a esquerda brasileira, favorece de modo substancial este falecimento da individualidade no ser humano a fim de uniformizá-lo, pois é justamente esta ditadura da uniformização intelectual que escraviza e não liberta, como poderia pensar alguns.

Para exemplificar o que falo, basta correr os olhos nas manifestações em redes sociais dos militantes de esquerda, todos - salvo raras exceções - utilizam as mesmas expressões, as mesmas acusações, os mesmos lugares comuns. E além disso, diante de argumentos, na disputa dialética, suas respostas quando encurraladas fogem às perguntas, tetando agarrar-se nas mais variadas "jaculatórias" ou "mantras" que nos guetos socialistas se repetem religiosamente contra os opositores.

É caso sério esta intenção clara para alguns e sublimar nas ações de outros, pois a subtração da individualidade sempre traz a morte da vitalidade humana, e digo isso referindo-me ao espirito humano capaz de criar sobre o real, criar sobre a verdade. Mas atente: não digo criar no lugar do real e da verdade, mas "sobre", pois o real e a verdade são a base para a vitalidade humana que edifica e constrói. Nisso já podemos perceber que a individualidade é fundamental para a vocação humana, desde sua existência até sua finalidade.

Numa ideologia que apregoa a "mecanização mental" para os fins de si própria, como um demiurgo a ser realizado, os seres humanos são meros instrumentos para o fim, e por isso é tão fácil o descarte daqueles que já não servem para a realização do fim querido pela própria ideologia.

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