CNBB e a crise de anos!


A simples ideia de meter-me em alguma confusão já me inclina à preguiça, mas confesso um leve desejo por debater assuntos que tomam o tempo de muitas pessoas.


Atualmente, entre os  católicos no Brasil, o assunto CNBB tem gerado ardorosas defesas e ataques, não que esteja fazendo um desdém destes, mas pelo contrário, compreendo que em se tratando de uma instituição católica, representativa dos bispos católicos no Brasil, haja muitas manifestações motivadas pelo sentimento, que aliás, parece ser ainda o ingrediente principal da fé do povo brasileiro.

Não sejamos ingênuos quanto ao momento em que passamos, entre católicos no Brasil, pois este estado vêm se agravando há no mínimo 50 anos, e antes que me questionem eu mesmo afirmo, que o marco representativo desta crise é o Concílio Vaticano II. Repito, "marco representativo", isto é diferente de afirmar com plena certeza de fatos que ele é a CAUSA da crise, pois a causa vai muito além de documentos publicados oficialmente.

Dom Fernando Areas Rifan
Personagens importantes no catolicismo vêm se pronunciando quanto a algumas recentes acusações feitas à cúpula da CNBB, entre eles Dom Fernando Areâs Rifan, Pe. Paulo Ricardo de Azevedo e um leigo muito conhecido por seu programa na TV Canção Nova, o professor Felipe Aquino. Teve outros padres populares especialmente nas redes sociais que se pronunciaram, entre eles Pe. Zezinho e o Pe. Joãozinho, estes dois emitindo notas um tanto vexatórias ao próprio clero, pois com palavras mau colocadas, desmerecem os leigos e sua capacidade de entender a missão da Igreja e até tendem a diminuir sua atuação para simples "cordeirinhos sem voz" dentro da Igreja.

Todos tentando, de alguma maneira "fraternizar" este estouro de uma polêmica que se arrasta por anos. Entre eles gostaria de destacar Dom Fernado Rifan que, entre todos, parece ter sido o mais justo em sua declaração, relembrando a validade da instituição CNBB, embora não seja uma instituição de cunho normativo, mas apenas consultivo, que reúne a voz de todos bispos para expressar alguma opinião a cerca daquilo que a Igreja pode se expressar. Sim, ela é válida e é bom que exista, mas não como existe hoje. Sua existência nunca pode sobrepujar a autoridade do bispo local, que como legítimo sucessor dos Apóstolos, goza de plena ciência e autoridade em sua circunscrição eclesiástica (diocese).

Já expressei algumas vezes minha defesa ao fim da CNBB, mas ao fim desta estrutura ideológica que sequestra a fé do povo e a autoridade dos bispos. Sei que que alguns bispos são motivadores de barbáries teológicas e pastorais, mas estres não representam a totalidade, e para estes casos isolados existe uma autoridade para ser responsável, chamado Núncio Apostólico.

Mas como reagir diante deste momento de acusações contra a CNBB? Primeiramente, pensar antes de falar, ou escrever. Ler os comunicados oficiais, tentar entender melhor o quadro todo. Assim, nos livramos de meros sentimentalismos pró ou contra.

Depois, lembrar que, a hierarquia merece respeito, ou seja, Dom Fulaninho pode ter ser um canalha na sua atividade episcopal, mas não se pode ficar usando palavras de baixo calão só por esse motivo. Ele é um sucessor legítimo dos apóstolos, e ao menos por isso, merece ser questionado de maneira respeitosa.

Por fim, é importante lembrar que muitas coisas que neste ano estão sendo publicadas já o foram denunciadas por muitas outras pessaos em outros anos, eu mesmo fiz isso. Por isso, que é importante refletir mais a fundo de onde vêm essa crise toda, pois não é de agora, como falei acima.

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