Sobre escrever textos curtos

É muito mais fácil escrever pequenos textos, mas perece-me errado nunca dedicar-se a dissertações mais elaboradas, que resultem em mais linhas.
As redes sociais são um instrumento fascinante para divulgação de ideias, além do enorme auxílio para a informação, que pela internet, acaba atingindo mais pessoas do que os meios convencionais antes das redes. No entanto, acredito que as redes sociais trouxeram consigo um grande mal, na verdade elas apenas favorecem uma certa tendência que a corruptibilidade do ser humano procura florescer: a preguiça mental, e junto a ela a preguiça de dedicar-se a leitura e escrita.

Certamente as grandes mentes do passado e do presente, não acreditam que intelectuais nasçam do Facebook, Instagram ou Twitter. E estão certos. Como disse antes, as redes servem muito eficazmente na divulgação de ideias e fontes de pesquisa, mas nunca substituem a dedicação pessoal sobre textos e sobre um teclado e uma folha em branco.

Esta tendência ao "texto curto" como forma de dissertar levar-nos aos autoritários mentais, aqueles que certo escritor nomeou de "intelectuais de patente". É notório que a pequenez nos estudo somente traz arroubos de certezas, explosões de convicções que talvez não passaram pelo amadurecimento necessário que somente o esforço pessoal, como dito antes, na leitura e na escrita podem trazer a uma pessoa de bem, e honesta consigo e com os outros.

Antes de expressarmos com "toda certeza do mundo", é preciso sim recolher bagagem, de leitura principalmente. Nada de certo neste mundo é dito sem antes um esforço denodado. Se estuda dez livros para escrever uma página, e todos deveriam levar isso a sério.

Isso vale para as redes sociais? Especialmente ali, pois para resumir uma verdade em poucos caracteres precisa-se muito mais tempo de estudo do que para escrever um livro.

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