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quarta-feira, 14 de setembro de 2016

República e Monarquia: Uma reflexão

Costumo falar de religião, mais especificamente sobre o catolicismo, mas algumas vezes lanço-me a falar também de política, especialmente da que se faz no Brasil.

No assunto que agora abordo, acredito que a religião antecede a política, ou melhor, a boa política. E isto, acredito, por motivo do ambiente propício que a religião e a vivência de seus preceitos cria no ser humano, pois quando a fé é bem vivida ou pelo menos levada a sério, se dá importância às virtudes em detrimento dos vícios.

Algo que desde muito cedo na vida acadêmica me chamou a atenção é a importância e a responsabilidade de se compreender como as coisas nascem, ou se desenvolvem. Para isso é importante falar do passado, e em se tratando de sistemas políticos (modos de governo) torna-se fundamental olhar para o passado.

Tendo como objeto de reflexão estes dois modelos de governo, isto é, a República Presidencialista e a Monarquia Parlamentar, antes de nos posicionar a qual nos simpatizamos e defendemos como o melhor para nosso país, vejo importante considerar como surgiram e o que esta no "DNA" de cada um. Para mim é claro que, em um ou noutro, o componente corruptível esta presente, pois a falha ou erro é inerente a condição contingente do ser humano.

O Brasil vive uma República Presidencialista desde 1889. Um sistema republicano pode dar certo em alguns países que surgiram desde sua independência com este tipo de governo, isto por motivos diversos, mas penso que o mais importante seja a formação do povo daquela nação. A ideia de "república" tem seu pai espiritual - por dizer assim... - o filósofo grego Platão, mas a república de agora não é cópia fiel do pensamento dele, pois a república moderna nasce com força após a Revolução Francesa e o avanço do positivismo. Sabe onde vemos com clareza os ideais positivistas na república brasileira? Em nossa atual bandeira nacional: "Ordem e Progresso" é um slogan positivista. Não que ter ordem e sadio progresso sejam em si coisas ruins, mas o positivismo pretende criar a ordem,  e destaco porque é importante entender isso, pois muitas coisas que na república brasileira vemos acontecer nos fazem entender isto. Não se pretende seguir uma ordem preestabelecida desde antes da própria república, e isto fica claro na corpo de leis que regem o país. O progresso, em consequência desta ordem que a "deusa república" cria, fica determinado por aquilo que o poder legislativo e o judiciário decidem ser o progresso. Canso de ouvir pessoas incultas comentando sobre valores e virtudes, dizendo que são coisas de retrógrados, puros retrocessos. Ou seja, admitem que o progresso foi determinado pelo que a "deusa república" determinou.

O Brasil, desde sua independência, viveu até o início da Repúblico um período de Monarquia Parlamentar (1822-1889), algo que historicamente destacou o Império do Brasil para o mundo. Por conta da má educação e má fé de alguns educadores de história, se criou um preconceito enorme contra os personagens fundantes e que edificaram esta nação. O sistema monárquico não nasce de ideologias ou revoluções, pois nasce da fé de um povo, em primeiro lugar, e nisto já esta o começo de tudo, pois não se pretende endeusar pessoas, nem ideologias, porque sabe-se que acima de qualquer chefe de estado, de qualquer monarca esta alguém que é superior a todos e que criou a todos, inclusive que ordena tudo do caos. Aliás, verdadeiro progresso só pode existir desta maneira, respeitando a ordem das coisas criadas conforme a finalidade a elas dadas por seu criador. O Monarca não cria leis nem interfere no governo do país, pois, para isso se elege, através do voto popular, um primeiro ministro que será o chefe do poder executivo. O Monarca funciona como poder moderador tendo como uma de suas atribuições e poderes dissolver o parlamento quando existe alguma crise governamental grave por causa de corrupção, convocando assim, novas eleições.

Mas o que queria ressaltar sobre república e monarquia é que, uma nasce de uma ideologia que favorece, infelizmente, os vícios (erros, corrupção) e a outra surge da cultura cristã fundadora da civilização ocidental, que apesar de ter seres humanos falhos, favorece muitas mais as virtudes que os erros.

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