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terça-feira, 20 de setembro de 2016

"A monarquia espanhola é das mais baratas do mundo"

São os Estados monárquicos mais prósperos e democráticos? Isto é o que um grupo de sociólogos e politólogos tentam demonstrar nesta terça-feira, um dia antes que o Rei Felipe VI comece as consultas para formar um Governo. "Alguns dos países mais avançados desde o ponto de vista social na Europa, são monarquias, algo bom elas devem ter", comentou Benigno Pendás, o diretor do Centro de Estudos Políticos e Constitucionais (CEPC), no início de seu discurso na Universidade Menéndez Pelayo de Santander. Um discurso que pretendeu apresentar dados ao presidente do Real Instituto Elcano, Emilio Lamo de Espinosa, que tentou demonstrar a crença  de que a monarquia "não é democrática, é ineficiente e é cara".

"A monarquia espanhola é das mais baratas do mundo", afirmou Lamo de Espinosa, que trouxe um dado: a Coroa custava 0,23 dólares (0,21 Euros) per cápita em 2012, "o dobro que a presidência da república da Alemanha - 0,46 dólares (0,42 euros) -". O sociólogo analisou as diferenças entre o presupeusto de Elíseo, segundo o estudo Quanto cuesta un jefe de estado europeo? (Universade Livre de Bruxelas, 2013), citado por Lamo de Espinosa. O valor arrecadado no artigo é, no entanto, apenas uma parte do orçamento atribuído à Coroa, o projetado "para sustentar sua família e em casa", mas não conta os itens mostrados nos orçamentos dos vários ministérios.
sistema monárquico espanhol e a república francesa: 7,9 milhóes de euros em 2013 frente a 106 milhões destinados no mesmo ano ao

"Aqueles que pensam que as monarquias são uma relíquia deveriam deixar-se ver", continuou o presidente do Instituto Elcano, para quem esta forma de governo é "na vanguarda" da democracia. "É mais provável que tenha uma democracia sob uma monarquia do que sob uma república", assegurou Lamo de Espinosa, que enviou ao banco de dados da Universidade de Gotemburgo, que classifica 175 países por sua forma de governo. "De 40 monarquias mais de metade são democracias, enquanto são apenas 53 de 135 repúblicas".

O sociólogo argumenta que as coroas trazer prosperidade e que parte da sociedade espanhola tem uma "ideologia terrivelmente distorcida" sobre este sistema de governo. "Há nove monarquias no top 20 países com qualidade mais democrática", disse Lamo de Espinosa, que se referiu ao índice de democracia da The Economist, cujo primeiro posições se encontram monarquias parlamentares, como a da Noruega, da Suécia, da Dinamarca e dos Países Baixos. Prosperidade e transparência são outros valores associados a esta forma de governo, conforme o catedrático, que apontou que estes países também aparecem nas primeiras posições do índice de desenvolvimento humano das Nações Unidas e do índice de percepção da corrupção desenvolvidas pela transparência Internacional. "Infelizmente, neste último não estão entre o topo", disse ele de Espanha, que está classificado 36 de 167 países.

O sociólogo quis convencer o público com uma breve revisão histórica de que "o tempo de Juan Carlos foi o melhor na história da Espanha". "A primeira república falhou miseravelmente depois de durar um ano. Ela teve quatro presidentes e um que terminou dizendo: '¡Estoy hasta los cojones de todos nosotros!", referindo-se, Lamo de Espinosa, ao Catalão Estanislao Figueras, que foi o primeiro presidente da primeira República. "A segunda também não foi bem, seguido por uma guerra e uma ditadura de 40 anos", continuou o professor, que tem defendido os "dois longos períodos de monarquia", como o melhor na história da Espanha.

A reforma do artigo 99

O diretor do Centro de Estudos Políticos e Constitucionais, Benigno Pendas, disse que a necessidade de rever o artigo 99 da Constituição, que estabelece o processo de consultas com o rei para a nomeação do Primeiro-Ministro. "Quando as águas se acumularam e tudo voltar ao normal, os especialistas têm de repensá-la, porque é verdade que as normas jurídicas não podem prever tudo", disse ele referindo-se a brecha que levou à renúncia de Rajoy, em janeiro passado. O artigo não contempla a possibilidade de que um candidato proposto pelo rei renuncie.
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*Tradução do original feito pelo Blog VALDERI.
**Link do original http://cultura.elpais.com/cultura/2016/07/25/actualidad/1469466858_836722.html

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