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sexta-feira, 15 de julho de 2016

Cem anos de solidão

Cem anos de solidão, um dos livros mais esperados para ler, na minha longa lista de espera. Este romance escrito pelo colombiano Gabriel Garcia Marquez (1928), traz uma novela incrível sobre o destino de uma linhagem, não apenas de um homem ou de uma mulher.

Os personagens fundadores deste romance, Úrsula Buendía e José Arcadio Buendía, acabam se tornando símbolos das raízes ancestrais de povos e nações, que mesmo a perigo de existência curta - como o caso de Macondo - são sempre a esperança de vida em continuidade. Talvez por isso mesmo que, Úrsula tenha vivido tantos anos, mais de cem anos, acompanhando sua família nas difíceis decisões, certas ou erradas.

Do casamento de Úrsula e José Arcadio Buendía nasceram Amaranta Buendia e Aurealino Buendia, este último que viria a ser chamado de Coronel Aureliano Buendia por sua atuação como um dos chefes das milícias rebeldes que lutaram contra o exército do governo atual, federalista. Destes dois surgiram mais Buendías, transferindo a cada membro a sina de Úrsula e José Arcadio por viver e morrer pensando nas tragédias acontecidas em Macondo, povoado fundado pelos pais ancestrais.

Como parece acontecer em povos pequenos que possuem pouquíssimas famílias de raízes diversas, a tentação carnal por relacionar-se com alguém do próprio sangue estava sempre presente, por este motivo Úrsula sempre falava do perigo de crianças nascerem com "rabo de porco" por causa do incesto. Mas aparentemente este perigo ficou afastado até os quase últimos exemplares da família Buendía, quando Amaranta Úrsula, filha de Aureliano Segundo com sua amante Petra Cotes caiu nas garras de Jose Arcadio, filho de Aureliano Segundo com sua esposa Fernanda. Neste caso, irmãos por parte de pai.

O autor elaborou um romance que ao mesmo tempo nos faz pensar na saga secular de uma família e redescobrir a beleza da força feminina nela, sustentando bravamente a "casa" onde todos habitam. Pois figuras como Úrsula, Amaranta, Santa Sofia de la Piedad, Fernanda e até Amaranta Úrsula nos revelam a força e determinação daquelas que não se esquivam em organizar o lar de maneira suportável a todos, apesar dos desatinos dos membros masculinos que no ardor das aventuras acabam cometendo disparates prejudiciais à própria integridade familiar.

Foram cerca de cinco gerações que passaram pela família Buendia chegando ao fim com o casal incestuoso. Mas não se pode acreditar que Macondo tenha acabado ao fim deste romance, pois a figura deste povoado, onde se recebia deste meretrizes francesas até ciganos encantadores de serpentes, carrega traços da própria humanidade que não se contenta com o lugar em que vive, da forma em que vive, enveredando-se em cada empresa fantástica que acaba por conhecer, encantando-se por qualquer "bela princesa" que pode passar pelo caminha da vida. Macondo se transforma assim, num povoado símbolo da natureza humana - homem e mulher - sedentos de seus desejos íntimos mas dedicados a manter a ordem das coisas como for possível.

Com certeza é um romance digno do autor premiado com o nobel de literatura, mas não recomendado para iniciantes na leitura por sua densa e extensa narrativa, além da longa ligação de gerações e fatos.

- MARQUEZ, Gabriel Garcia. Cem anos de solidão. Editora Record, São Paulo. 1967, 27ª ed., 364 pgs.

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