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quinta-feira, 2 de junho de 2016

CRISTIANISMOS ADAPTADOS: O compromisso dos leigos

No post anterior, falando deste tema dos "cristianismos adaptados", me concentrei no clero e na catastrófica atitude de passar uma teologia displicente aos leigos.

Mas é preciso dizer que os leigos, que são a maioria na Igreja Católica, muitas vezes não fazem o esforço necessário para buscarem maior clareza da própria fé que professam. São cristãos batizados que se acomodaram em um relativismo revestido de sentimento religioso, que não consegue imergir nas profundezas de um estudo sério, contínuo e progressivo da fé.

Como dizia noutro post, o Concílio Vaticano II ajudou muito nesta atmosfera relativista, onde clero e leigos se encontraram "livres" da obrigatoriedade com a profissão de fé, colocando-se num estado de desleixo quanto ao rigor da doutrina e da tradição da Igreja. Falava também que o clero, débil em sua teologia, iria gerar leigos também débeis na fé e no seguimento da doutrina. É o que comprovamos nas paróquias, onde a máxima expressão de obediência a doutrina da Igreja que é a própria celebração da Santa Missa, nos traz os traços de ignorância, rebeldia e relativismo doutrinal.

Estes leigos, batizados como todo cristão, e que receberam a infusão do Espírito Santo no dia de sua Confirmação, precisam ser motivados a uma dedicação maior à sua fé do que somente receber. Aliás, este estado de inércia, estado de quem se acostumou a só receber, é fruto do laxismo doutrinal gerado pelo relativismo.

O que vemos nos grupos leigos em suas paróquias, muitas vezes, não passa de um conjunto de pessoas reunidas por causas e motivos nem sempre ligados profunda e sinceramente com a fé católica. Muitos expressando verdadeiro panteísmo, pelagianismo e até descrença na própria onipotência de Deus. Os frutos nefastos do relativismo da fé, do sincretismo e laxismo notam-se claramente na postura dos fieis leigos no tempo atual.

Para não parecer exagerado demais, compreendo que os leigos não são vocacionados a serem doutores da fé como um Santo Atanásio, Santo Agostinho ou Santa Teresa, mas acreditando em níveis da fé, afirmo que todos os leigos precisam conhecer a totalidade das verdades da fé para alcançar aquele nível satisfatório de um Maximiliano Kolbe, de um Francisco de Assis ou mesmo de um João Paulo II.

O que os leigos na Igreja necessitam fazer continuamente é buscar por si mesmos os conteúdos da fé nas fontes que a Igreja indica, através de seus ministros ordenados. O que não acontece muito, pois quando um sacerdote ou bispo dirige aos leigos uma recomendação de buscarem um maior estudo de alguma sessão do Catecismo, por exemplo, logo surgem desculpas ou mesmo puro desdém.

Existem leigos que não são assim, e conheço muitos. Mas ainda é preciso tornar clara esta necessária postura dos leigos para que haja um progressivo e verdadeiro amadurecimento da fé. Só assim, veremos despontar uma civilização novamente cristã.

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