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quarta-feira, 29 de junho de 2016

Bento XVI e seus 65 anos de sacerdócio

Joseph Ratzinger recebeu o Sacramento da Ordem no grau do sacerdócio (ordenação sacerdotal) no dia 29 de junho de 1951, junto com seu irmão George Ratzinger.

Não desejo fazer uma biografia de Ratzinger, ou melhor, de Bento XVI, hoje papa emérito desde o dia 28 de fevereiro de 2013. Mas apenas expressar mais uma vez minha incansável admiração por este homem de capacidade espiritual e intelectual acima do normal. De fato, na minha humilde opinião, Bento XVI já figura no roll dos homens mais sábios da história da Igreja e dos mais admiráveis da humanidade.
Primeira foto: George e Joseph Ratzinger dando a benção após a Ordenação
Segunda foto: Papa Emérito Bento XVI no dia 28 de junho na celebração de aniversário sacerdotal junto com o Papa Francisco
É fácil falar de sua intelectualidade extraordinária. Digo fácil no sentido de que existe muito material produzido por ele mesmo que podem ajudar a elaborar um perfil intelectual quase completo de sua obra. Mas o que muitos ainda não falam é de sua obra espiritual, sua teologia espiritual que hoje, vivendo como um monge no Vaticano, oferece à Igreja o que de mais conclusivo poderia ter: a oração.

Bento XVI poderá ser chamado de mestre espiritual, e para isto nem é necessário evocar seus inúmeros discursos, artigos, livros e documentos, pois basta que nos fixemos um pouco nas homilias que tão primorosamente proferia. Sua fala suave e contínua dava o tom espiritual ao texto que, além de meandros teológicos e magisteriais, nos fazia elevar, verdadeiramente o coração e a mente, através do tema refletido, a Deus e seu Reino.

Talvez possa enganar-me, mas muitas vezes associava Bento XVI com o evangelista São João, tanto no seu evangelho como nas cartas e apocalipse, e isto precisamente pela facilidade com que me deixava envolver pela lógica serena e certeira, que não vislumbrava outra coisa senão tocar-nos o interior para poder transformar o exterior.

Não acredito num Bento XVI alheio a realidade caótica do mundo contemporâneo, seria ingenuidade e obtusidade demais acreditar em tal coisa. Pelo contrário, penso que mais adiante reconheceremos que ele, ao contrário de todos ou da maioria, era o único que realmente enxergava o que quase todos não conseguiam ver e talvez, nem tinham capacidade para isso.

Enfim, Bento XVI será sempre lembrado pela sua intelectualidade mas também merece ser lembrado pela sua profunda espiritualidade, que fez com que os católicos redescobrissem o Mistério que contemplamos. Nos lembrou que o Mistério de Deus deve ser contemplado e não resolvido, como num problema matemático. Nos lembrou que os fenômenos da realidade são principalmente reflexos do interior humano mal formado.

Que nossas parabenizações pelo aniversário sacerdotal se transformem em gratidão a Deus por servo tão singular que permitiu entre nós.

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