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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

O Ano da Misericórdia sem Verdade?!

O que aprendemos com Bento XVI foi a clareza de que, caridade sem verdade é uma grande falsidade. E nesta baia acrescento que, misericórdia sem Verdade é uma hipocrisia... e das grandes!

Logo oficial do Ano da Misericórdia
O Santo Padre Francisco convocou este ano jubilar da misericórdia. Como católico estou atendo as palavras do Santo Padre, mas não deixo de prestar atenção aos seus gestos que, longe de inocentes, revelam uma postura sanguínea latino-americana, um pouco inclinada ao relativismo e sincretismo, na busca ilusória de conjugação do mundo (do mundano) com a fé da Santa Igreja.
Sou conservador por defender a coerência interna das leis e pronunciamentos da Santa Igreja durante estes mais de dois mil anos, e por isso não temo em aparentar certa discordância com o Papa Francisco em certos pontos, como sua insistente luta contra os católicos conservadores e "aproximação" com simpatizantes comunistas (Obs.: vale lembrar que a Igreja deste Pio IX condena veementemente a ideologia comunista em todas as suas formas).
Muitos ainda tentam levar o Papa Francisco como o samaritano que se aproxima do ferido para tentar auxiliar na sua cura, mas sua palavras e ações nitidamente se encaminham para cura alguma. Muito mais vale as palavras fortes de São João Paulo II na sua visita a Cuba em que diante de muitos simpáticos do ditador Fidel Castro foi vaiado por sua postura firme (mas católica!) contra o comunismo.
Este ano jubilar da misericórdia convocado pelo Santo Padre esta fadado ao "fracasso", e isto será levado a cabo por ele mesmo, visto sua nítida deturpação da concepção de misericórdia. Alguém em sã consciência colocará os santos doutores da Igreja diante de si e verá que uma verdadeira misericórdia sem a verdade é uma verdadeira hipocrisia, uma falsidade dialética, que redunda num moralismo oco sem sentido.
Papa Francisco visita Fidel Castro

"A pena causada pela miséria alheia" (cf. Dicionário Michaelis) é além de colocar-se no lugar dele, é levar o que se têm a mais para este infeliz. No caso da Igreja, levar a Verdade indefectível, aquela que não perece com o passar dos anos e com a evolução das técnicas humanas.
O cristão só será verdadeiramente misericordioso se antes de deitar-se sobre o infeliz, reclinar sua cabeça sobre esta verdade que a Igreja traz tão claramente expressa no seu Catecismo, no Compêndio de Doutrina Social e no seu Código de Direito Canônico. Nestes três livros encontramos o necessário para que o católico possa ser misericordioso sem a tentação da hipocrisia.
No post "Sobre 'Misericordiae Vultus' [parte III]", mencionava os últimos pontos da Bula de convocação deste Ano Santo, nos quais o Papa falava da não discordância entre misericórdia e justiça. Penso que depois de alguns gestos controversos do Papa Francisco (como sua fala ecumênica relativista e sua dura nos católicos conservadores e laxismo com os ateus e agnósticos comunistas) ele me faz pensar se lembra do que escreveu.

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