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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Sub umbris fideliter, este lema nunca esteve tão atual

O que falar a cerca do atual momento da Igreja Católica sob o cajado do Papa Francisco? Logo de início deixo claro que nunca ofenderei levianamente um membro instituído de modo legítimo do clero católico, e isto cabe especialmente ao Papa Francisco, apesar de muitos contestarem sua legitimidade como Papa.
Para aqueles que acompanham atentamente os passos da Igreja Católica no mundo, especialmente através das manifestações de seus membros mais célebres, percebe-se certo desconforto desde a eleição de Bergoglio como Papa. Como muitos, preferi deixar o tempo passar - também por amor ao Papado. Acontece que o tempo já passou o suficiente para certas conclusões, e posso adiantar que não são muito boas.
Todos sabem que seria difícil Francisco alcançar o nível sapiencial de Bento XVI, mas esperávamos que ao menos mantivesse a luta pela verdade indefectível da fé católica contras as heresias modernas e maior esclarecimento sobre a convivência com outras denominações religiosas. Bandeiras como "ecumenismo" e "política econômica" parecem não sair dos discursos do Santo Padre, o que vem levando-o cada vez mais a afastar-se do direcionamento essencial e básico da fé cristã e assim levando os cristãos não a um aprofundamento e crescimento na fé, mas a um nível cada vez mais sincretista e sem conteúdo claro e sólido.
Confesso que raríssimas vezes vi Francisco citar o Catecismo da Igreja Católica (não que nunca o tenha feito!). Confesso que  poucas vezes li em seus discursos e homilias as palavras "verdadeira Igreja de Cristo". Ecumenismo, diriam uns, eu porém não vejo sadio ecumenismo na ocultação da verdade em favorecimento de um simpático abraço ou aperto de mão. Como é possível entender uma descaracterização da arte e da cultura cristã no Vaticano por medo de ferir os sentimentos de um líder mulçumano? Se pelo menos o Papa cobrasse os assassinatos em massa de cristãos por mulçumanos, mas não temos conhecimento disto!
Mas além das relações exteriores, o Papa Francisco vem causando certa confusão no próprio seio da Igreja. A começar por aquele fatídico Sínodo Extraordinário das Famílias, em que - não sei se propositalmente - solicitou ao HERÉTICO cardeal Walter Kasper a elaboração do Instrumentum Laboris do mesmo Sínodo. Bom, penso que muitos que me leem neste momento já sabem a repercussão.
Na liturgia o Papa vem atropelando a seu gosto o que há anos tenta-se conservar das ideologias libertárias, que destroem o rito do Santo Sacrifício. A começar por seu testemunho de desleixo pelas vestimentas tradicionais dos papas, em nome de uma suposta humildade. Mas São Padre Pio não era humilde também? Aliás, até franciscano era, mas usava o que de melhor tinha para celebrar a Santa Missa. São João Maria Vianney não era humilde também? E este não usava uma batina toda remendada, mas no altar usava os mais ricos
paramentos litúrgicos?! Perdoem-me os "Bergoglianos", mas a humildade testemunhada pelo Santo Padre Francisco não se adequa as características de uma verdadeira humildade, onde a verdade esta acima de tudo e todos.
Pretendo deixar claro que não lanço uma condenação de Francisco ao inferno, muito menos o declaro impostor. Mas ele esta, como muitos papas na história da Igreja já estiveram, sendo complacente demais com a sociedade moderna e esquecendo de sua missão como "vicarius Christi". Francisco não será muito bem lembrado na história recente da única e verdadeira Igreja de Cristo: a Igreja Católica.
Creio que as palavras que tomei como lema - sub umbris fideliter (sob sombras, fiel) - nunca estiveram tão certas!

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