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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

A face do nada

Pode parecer estranho ou até inútil referir-se ao nada como a um "ser existente", mas se o faço é apenas metaforicamente.
Digo a "a face do nada" para referir-me àqueles momentos da vida em que parece aflorar o sentimento de vazio existencial... algo que acredito acontecer com todos os seres humanos, pois se és humano significa que és dotado de uma alma, e teu espírito acaba lhe conjecturando coisas que aos animais irracionais seria impossível acontecer.
Mas falo da "face do nada" especialmente para falar destes momentos da vida em que nos colocamos repentinamente sob o florescer do espírito que brada: quem você é? O que você é? O que faz com sua vida?
Apenas o fato de se perguntar já revela a existência e com isso nossa consciência de sermos algo. Mas e aquela dúvida sobre o que fazemos desta existência? Ou seja, da vida que temos? Alguém uma vez disse que isto vamos respondendo ao longo da vida, e com isso concordo. Mas não elimina este (ou estes) momento que nos deparamos diante do "nada", como que se colocando diante da própria dúvida se realmente existimos.
Penso que estar diante da "face do nada" não é tão assustador e negativo como podemos imaginar. Se trata de uma oportunidade que nosso próprio espírito nos oferece: poder refinar nosso modo de viver. Pois é o momento de descartarmos os pesos que impedem o espírito de voar, de buscar o horizonte que lhe satisfaz.
"A face do nada" é assustador para quem obstinadamente quer viver sem aprender a ser o que poderia, segundo o espírito que habita em cada um.

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