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terça-feira, 28 de julho de 2015

QUANDO MUDAR É PRECISO

No ano de 2009, ou seja, a seis anos atrás, escrevia o seguinte:
Assim, pode acontecer ... [a] conversão a qualquer hora, NÃO EXISTE HORA DETERMINADA. Na verdade os verdadeiros tolos são aqueles que pretendem determinar a hora de fazer uma escolha, ela brota de um resultado de inúmeras circunstâncias e situações existentes ou imaginadas mas que provavelmente aconteceriam segundo a forma de vida que se esta levando. (A capacidade de mudar, 25/06/2009)
Relendo esta postagem, percebi que a muito tempo conservo coerentemente a linha de raciocínio e também de espiritualidade, e isso me deixou muito satisfeito. Não que deseje inflar o ego, mas depois de muitas reviravoltas que a na vida experimentei, percebo que sempre mantive o essencial, sempre fui fiel aos princípios absorvidos da educação filosófica e teológica que recebi.

Confesso que a piedade pode ter sido negligenciada por algum tempo, mas nunca abandonada.
Saber a hora de sair da encruzilhada, a hora de dar o passo decisivo pode ser traumático, mas é um momento que parece ter sido colocado na vida de todos para fazer a todos crescer e amadurecer. Como já ouvi, "é o que diferencia meninos de homens".

Falo a partir de minha vida, de minha experiência pessoal, com o sacerdócio ministerial (ordenado) e com a vida laical (o simples fiel). Tanto, decidir deixar a vida laical para abraçar a vida sacerdotal, como desistir da vida sacerdotal para ser fiel a Deus na Sua Igreja levando uma vida laical, necessitam de reflexão e clareza para não perder o rumo fundamental da vida, que somente se realiza com Deus e o cumprimento de seus mandamentos.

Como já disse certa vez, a maioria dos católicos no mundo aparentam ser aqueles "católicos de sacramentos", ou seja, aqueles católicos que aprofundam sua fé, que não são capazes de ultrapassar a barreira do escândalo por pequenas coisas e colocar em prática a vivência da magna caridade e da necessária misericórdia.

Mudar! Esta atitude se associa a conversão quando se percebe que o caminho já percorrido não favorecia o amor a Deus e ao próximo, mas talvez, mais aos vícios como vaidade e luxúria.

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