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terça-feira, 28 de julho de 2015

"O Símbolo Perdido" e a defesa da Maçonaria

Já havia declarado meu desgosto pelo estilo de Dan Brown no post Dan Brown, "o catador", com essas palavras:
Não gosto de falar mau de pessoas, mas sou obrigado a deixar claro meu desgosto pelo suposto estilo deste escritor que traz consigo esta característica nefasta do mundo moderno, o lucro a qualquer preço.

No livro "O Símbolo Perdido" este escritor realmente revela sua face mais cômica para não dizer ridícula ao defender abertamente a maçonaria com aquele ar de messianismo típico de norte-americano alienado, julgando-se predestinado a salvar o mundo!
No capítulo 23, o protagonista Robert Langdon, uma mistura de inteligência com idiotice, rebate a um pequeno interrogatório da agente da CIA, Yone Sato, com estas claras palavras defendendo a chamada maçonaria:
Para seu governo, minha senhora, toda filosofia maçônica se baseia nos conceitos de honestidade e integridade. Os maçons estão entre os homens mais dignos de confiança que a senhora jamais poderia sonhar em conhecer.
Realmente é uma defesa apaixonada de uma associação secreta (que nem é tão secreta assim, mas que com certeza guarda segredos!) que nos leva a pensar no porque Brown faria isso no seu livro. Lembrando de sua obra lançada antes desta, "O Código da Vinci", é inevitável perceber a grande tentativa de desmoralizar a Igreja Católica que sempre foi a primeira a condenar a Maçonaria, na sua linha filosófica e ideológica. Não se nega que nesta associação possa ter gente de bem, mas o problema é justamente os "conceitos" que o escritor diz serem os melhores do mundo. Na verdade a maçonaria ATEÍZA o mundo, isto é, ela aos poucos tenta destruir a fé em Deus nas pessoas, nos países. Não é de se estranhar que muitos acabam associando a maçonaria com o Demônio, pois este é justamente o trabalho dele, fazer as pessoas esquecerem Deus, para colocar a si mesmas como deuses.
E Brown se utiliza muito desta ideia explicitamente, como podemos ver no capítulo 82 onde cita erroneamente o versículo da Bíblia, "não sabeis que sois deuses?", ideia que repete várias vezes nos diálogos de Katherine, Langdon, Peter e o vilão Mal'akh.
Que os "pais fundadores" dos EUA tiveram seu contato com a Maçonaria não é de se duvidar, mas a obra fica ridícula quando deixa transparecer a tentativa de revelar ao mundo o destino predestinado deste país de ser o berço da salvação do mundo.
Enfim, o primeiro e o segundo livro de Brown ainda nos levam a ler um terceiro pela facilidade da narrativa, mas a partir daí já perde qualquer argumento para ler outro. Dan Brown é um escritor que precisa mudar, ou ficará com modinha... vêm e logo passa, mas não entra para a história da literatura universal!

Um comentário:

Alceu Alves disse...

Excelente crítica Valderi! Obrigado.