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segunda-feira, 29 de junho de 2015

A Máquina do Tempo

Com muito atraso me dediquei a ler "A Máquina do Tempo" de H. G. Wells. Acho horrível ler um livro que já foi tema de filme, isto destrói um pouco a leitura da obra quando a lemos depois de assistir o filme. Este foi o caso desta obra que injustamente a li depois de olhar o filme "A Máquina do Tempo" (2002), uma obra de ficção científica baseada nesta obra já mencionada.

Este romance pode decepcionar logo de cara pelo seu volume, pois se trata de poucas páginas, 126 na edição que li (WELLS, H.G. A máquina do tempo. Editora Nova Alexandria, São Paulo. 2001), mas traz a essência da ficção que Wells trouxe ao mundo.
Em nosso tempo pode parecer até banal falar em "máquina do tempo", mas nos teletransportando para o tempo do escritor podemos ter uma idéia da grande revolução não só literária mas também social a cerca desta estória fantástica de um viajante do tempo. Achei incrível que Wells não pula com seu viajante 200 ou 2000 anos adiante, mas pula milhões de anos a frente de sua época, e levá-nos a imaginar um mundo muito silencioso e misterioso... esse misterioso que poderia se  confundir com simplicidade no sentido de que a vida é muito mais simples lá, naquele longínquo e inacreditável tempo. O ser humano, ou o que restou nele nesta espécie sobrevivente, parece muito mais em harmonia com a natureza e com as leis da natureza, algo que pode parecer brutal para mentes de hoje, como o fato de haver seres (os Morloks) que se alimentam desta espécie oriunda do ser humano (os Eloi).
O narrador apenas chama o inventor e viajante do tempo de Viajante do Tempo, e assim não temos um nome deste senhor inventivo. Este senhor narra o momento em que o Viajante chama alguns senhores para sua casa a fim de falar-lhes sobre sua idéia de construção de uma máquina do tempo, e depois apresentá-la, pede que os mesmo venham novamente a sua casa após alguns dias. Neste dia, se reúnem alguns destes senhores e mais outros, como um jornalista, um médico e um editor de jornal. Pois neste dia o Viajante conta-lhes a mais extraordinária das histórias que estes senhores já ouviram. O Viajante narra sua experiência desde sua partida até a chegada àquele tempo dos Eloi e Morloks, seu contato com a pequena Weena e seu terrível medo dos Morloks, que por algumas vezes quase lhe agarram.
Duas coisas não ficam claras, e acredito que de propósito: a primeira é a real natureza dos Morloks, sua intenção como seu modo de vida. Por segundo, a possível inocência dos Eloi, que em Weena se assemelha mais a um medo transformado em submissão ao desconhecido.
Acredita-se que esta obra de Wells tenha sido fruto de sua crítica a uma sociedade industrial cada vez mais preocupada em elitizar os poderosos, os ricos e proprietários. Se sustenta esta leitura baseada na própria inclinação do autor pelo socialismo.
"A Máquina do Tempo" não é um romance científico como muitos podem pensar. Podemos dizer que o autor se utilizou de uma teoria de cunho científico para metaforizar sua posição diante da sociedade em que vivia, uma Inglaterra industrial onde crescia a olhos vistos a diferença das classes sociais e com isso também o atrito entre elas.
É uma obra indicada para enriquecimento cultural literário, mas que sem dúvida não deve ser levada ao campo da comparação social real por retratar uma época diferente e estar inclinada a ideologias infundadas, como o socialismo marxista.
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