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sábado, 30 de maio de 2015

Episcopado alemão viola a doutrina católica

Tirado de Tradición y Acción | Tradução do espanhol Blog VALDERI

Poucos católicos tem consciência da crise que poderá explodir na Igreja durante o próximo Sínodo dos Bispos a realizar-se em Roma no mês de outubro deste ano, em um contexto de enfrentamentos internos tão graves que lembram as profecias de Nossa Senhora de Akita em 1973: “cardeal contra cardeal, bispos contra bispos”. A lamentável corrente que, sob pretextos pastorais, propõe relativizar a doutrina católica em matérias de família como divórcio e homossexualidade, é encabeçada pela cúpula da Conferência Episcopal Alemã. O intelectual católico Mathias Von Gersdorff, diretor da TFP da Alemanha, traz à luz os catastróficos resultados da atuação destes prelados.

Como parte da preparação do Sínodo da família de outubro de 2015, as dioceses do mundo inteiro foram incumbidas de consultar a opinião dos fieis sobre o tema da dita assembleia, o matrimônio e a família. As respostas do laicato alemão foram analisadas pela Conferência Episcopal do país, que resumiu sua avaliação no documento intitulado “A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo de hoje”.

Enviado a Roma, este documento, constituiria, por assim dizer, a descrição do posicionamento dos católicos alemães frente ao tema, o qual servirá de base para que o Sínodo elabore suas perspectivas pastorais.

Bem, o texto elaborado pela conferência episcopal alemã revela uma situação desoladora. Se seu conteúdo reflete de verdade a realidade nacional, o que mostra é que a Igreja na Alemanha não exerce mais nenhuma influência sobre a opinião dos fieis no que diz respeito ao matrimônio, a família e a moral sexual. E quanto ao divórcio, as famílias mistas e os casais homossexuais, a julgar por esse documento episcopal, os fieis teriam adotado inteiramente as ideias difundidas por revistas, filmes e novelas imorais, ou por partidos políticos de esquerda como Bündnis 90/Die Grünen (Aliança 90/Os verdes).

Em suma, o documento da Conferência Episcopal Alemã é uma confissão do colossal fracasso do Episcopado nacional em defender a fé católica e o Magistério da Igreja. E a delegação episcopal junto do Sínodo, composta pelo Cardeal Reinhard Marx (arcebispo de Munich-Freising) e pelos bispos Franz-Josef Bode (Osnabrück) e Heiner Koch (Desden-Meissen) deveria apresentar-se diante da assembleia sinodal com cinzas nas cabeças e pedindo perdão por seu fracasso.
Cardeal Reinhard Marx
Presidente Conferência Episcopal Alemã

Bispos de diocese pobres do Terceiro Mundo – como, por exemplo, do interior da Bolívia ou da Nigéria – poderiam interrogá-los com perguntas como estas:
- como pode uma Igreja tão rica ter gastado tão pouco no ensinamento da verdadeira doutrina católica sobre o matrimônio e a sexualidade?
- Por que o conteúdo das encíclicas dos Papas Bento XVI e João Paulo II (Familiaris Consortio) e Paulo VI (Humanae Vitae) permance desconhecido ou não é levado a sério?
- Por que a Encíclica Humanae Vitae foi questionada pela Declaração de Königstein dos bispos alemães?
- Quanto dinheiro investiu a Igreja Católica da Alemanha para combater as influências perniciosas da televisão, da Internet e de outros meios sobre as pessoas?
- Que medidas catequéticas foram tomadas para manter vivo nos fieis a adesão à doutrina católica?
... e outras similares.

Poderiam acrescentar-se ainda algumas mais incômodas, uma vez que a doutrina da Igreja sobre o Matrimônio e sexualidade esta intimamente ligado a sua cristologia. Se na prática muito poucos alemães seguem também a moral matrimonial e sexual católica, cabe perguntar-se até que ponto eles também aderem ao núcleo da fé, como, por exemplo, a divindade de Jesus Cristo, a sua ação salvífica como vítima expiatória e redentora, a Ressurreição, etc.

Diante desta catástrofe pastoral, assusta ver que os bispos alemães têm, inclusive, a triste coragem de apresentar exigências ao Sínodo. A doutrina, segundo eles, deveria ser “mais desenvolvida”; a Igreja deveria mostrar “apreço” pelas relações extramatrimoniais e homossexuais, e assim por diante. Mas em resumo, que resultados podem mostrar tais prelados que os qualifiquem a apresentar semelhantes exigências?

Não é de estranhar que por toda parte os católicos se estranhem diante da posição da Igreja da Alemanha. Até o mesmo Daniel Deckers, jornalista encarregado de temas referentes a Igreja Católica no Frankfurter Allgemeine Zeitung e distante de ser um conservador, escrevia em 21 de abril de 2015: “acentuam agora sua proposta do ano passado, de permitir sob certas condições o acesso de católicos divorciados e que voltaram a casar aos sacramentos da penitência e da eucaristia. Até o momento a Conferência Episcopal Alemã é a única no mundo que defende este ponto de vista”[1].

De fato, o que pretendia a final, a Conferência Episcopal Alemã com o referido documento A Vocação e a Missão da família na Igreja e no mundo de hoje. Da diocese de Essen – com aproximadamente 850.000 almas – chegaram 14 respostas individuais ao questionário. De Maguncia (740.000 almas) veio o total de 21 respostas. De Magdeburgo (86.000 almas) veio 18. Não é necessário ter estudado estatística para saber que semelhante pesquisa de opinião não tem nenhum valor. O que a Conferência Episcopal Alemã deveria ter informado ao Vaticano seria: “Lamentavelmente não foi possível saber o que os fieis pensam acerca do matrimônio e família, uma vez que não participaram da pesquisa”. Mas ao contrário, esse órgão episcopal redigiu com base em uma pesquisa sem valor, um documento recomendando a demolição da doutrina católica sobre matrimônio e sexualidade.

Esperemos para ver o que o Cardeal Marx e aqueles que o acompanham em sua posição, farão até o Sínodo da Família. De qualquer maneira outro cardeal alemão, Walter Brandmüller, presidente emérito da Pontifícia Comissão de Ciências Históricas, já o advertiu claramente: “Quem deseja mudar o dogma é herege – inclusive se estiver revestido de Púrpura”.



[1] Assim como os prelados alemães, cardeal Walter Kasper e os demais citados neste artigo, vários purpurados de outros países, como os cardeais Lorenzo Baldisseri de Itália, Oscar Rodríguez Maradiaga de Honduras, João Bráz de Aviz do Brasil, e numerosos bispos, compartilham da posição liberal do episcopado alemão (N.T.)
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