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terça-feira, 21 de abril de 2015

Sobre "Misericordiae Vultus" [parte II]

Em 1980, São João Paulo II presenteou o mundo com sua Carta Encíclica Dives in Misericordia, "Deus, rico em misericórdia". Uma carta esplêndida deste Papa que sempre escreveu muito bem e colocava de maneira bastante mística, por sinal, o conteúdo partindo da Sagrada Escritura para aos poucos nos conduzir a realidade hodierna no assunto proposto. Pois o Santo Padre Francisco faz lembrança desta carta após 34 anos de sua publicação, precisamente na altura de sua Bula convocatória para o Jubileu Extraordinário da Misericórdia na qual pretende levar-nos a realidade hodierna que tanto necessita da divina misericórdia por meio de nosso testemunho.
Lembrando o que São João Paulo II falava naquele tempo sobre a mentalidade contemporânea e sua aparente oposição a esta misericórdia divina, o próprio Papa nos faz perceber que o mundo não mudou muito nestas últimas três décadas. Em realidade o que São João Paulo II diz nos parágrafos 10 e seguintes, dentro do capítulo intitulado "Misericórdia... de geração em geração", desalenta em certa medida os mais entusiasmados com os progressos científicos e tecnológicos, pois a natureza humana parece corromper de tal forma o próprio progresso nas ciências que continua a transformar o próprio esforço em "deus", elevando sua capacidade acima do "sentir a miséria do coração", considerando artefato arcaico algo parecido com a "misericórdia"... nada incomum num mundo que acaba esquecendo de Deus.
É por este motivo que o Papa Francisco lembra da missão da Igreja, Esposa de Cristo: "A Igreja tem a missão de anunciar a misericórdia de Deus, coração pulsante do Evangelho, que por meio dela deve chegar ao coração e à mente de cada pessoa" (MV, 12).
A Igreja de Cristo sempre terá esta missão de anunciadora do Amor, o próprio Deus, é sabendo nós que esta amor divino se derrama sobre a humanidade em forma de misericórdia e compaixão, fica-nos fácil entender que diante de tal cenário contemporâneo ela assume também a missão de anunciar por meio de palavras e exemplos esta amor misericordioso de Deus: "A primeira verdade da Igreja é o amor de Cristo" (MV, 12). Assim, o Papa nos lembra que é nas comunidades locais, nas paróquias e nos movimentos onde se reúnem os cristãos que precisamos vivenciar a misericórdia. Sem os cristãos vivendo-a diariamente como Deus se utilizará de Sua Igreja para manifestar ao mundo contemporâneo o Seu Amor, donde nasce sua misericórdia infinita?!
Para os cristãos que vivem reunidos em suas paróquias deve ser um sinal de vergonha e motivo de conversão a não capacidade de perdoar, de amar a todos sem restrição de pensamentos, ideologias e crenças. Amar como Deus ama precisa ser a missão de cada membro da Igreja, Esposa fiel a Cristo.
Neste Ano Jubilar, momento extraordinário da graça de Deus, podemos caminhar neste sentido como Igreja. No parágrafo 14 o Papa nos lembra de uma excelente forma de expressão para vivermos este ano especial, as peregrinações:
A peregrinação é um sinal peculiar no Ano Santo, enquanto ícone do caminho que cada pessoa realiza na sua existência. A vida é uma peregrinação e o ser humano é viator, um peregrino que percorre uma estrada até à meta anelada. (MV, 14)
Este Ano Jubilar da Misericórdia terá início no dia 8 de dezembro deste ano de 2015 e se encerrará no dia de Cristo Rei de 2016. Temos aí um bom tempo para converter o coração dos membros da Igreja para a Misericórdia divina. 
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