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quarta-feira, 8 de abril de 2015

Ser lógico ou ser moral? Dos sofistas modernos e a extinção da moral

O problema de ser lógico é a indiferença com a responsabilidade moral.
Encontrei esta frase a pouco tempo, lendo o livro "Anjos e Demônios" de Dan Brown, e me pareceu um dilema que raramente se contempla nas mentes atarefadas de nosso tempo moderno. É fato que, na contemporaneidade deste tempo, não existe muito tempo para o "tempo", isto é, não existe muito tempo dispensado para a reflexão, para a ponderação sobre determinados assuntos que de tão esquecidos, para alguns se calcificam como "subtendidos". Mas sabe-se que não estão subtendidos na grande maioria das opiniões espalhadas pelo mundo dos homens.
Quando estudava filosofia, ouvia atentamente meu professor de "lógica", um sacerdote da congregação dos Legionários de Cristo, que utilizava como manual em aula o já clássico livro "Lógica Menor" do francês Jacques Maritain. Livro este muito bom, diga-se de passagem! Cursando esta disciplina, pude logo de início, compreender o quanto o sistema mental precisa ser desenvolvido para poder propositalmente alcançar o "bem e evitar o mal", princípio este basilar do conceito de liberdade. Mas fui surpreendido quando, avançando nesta disciplina, compreendi que o sistema lógico do ser humano, mesmo sendo desenvolvido, pode causar o mal, e pior ainda, propositalmente. Descobria então os chamados sofismas, que como tudo na filosofia, têm sua origem nos sofistas gregos. Um sofisma pode aparentar uma lógica perfeita (premissa Maior, premissa Menor e Conclusão/Síntese), mas sua conclusão pode apresentar um resultado estranho ao que compreendemos como verdade, ou também como moral. Isto acontece por algum erro, ou falsidade de uma das premissas que acaba danificando o resultado/conclusão/síntese.
Fiz esta pequena lembrança de "lógica" para comentar a frase que no início coloquei: O problema de ser lógico é a indiferença com a responsabilidade moral.
Parece lógico (sem querer sem engraçado!), depois desta lembrança sobre os sofismas e o desastre da conclusão de um pensamento quando uma das premissas não é verdadeira, que esta frase apresenta sim uma verdade empírica, comprovada pela própria vivência dos resultados equivocados de um sistema de pensamento propositalmente irresponsável, ou seja, em nome de uma falsa ideia de ciência baseada na lógica, passa-se por cima de também ciência moral, como se estivesse passando com um Mercedes Benz por cima de uma bicicleta velha. É a arrogância dos modernos sofistas, que a exemplo dos gregos, vendem idéias e teorias que trazem benefícios para poucos sem a responsabilidade com a verdade, desmoralizando o que deveria reger-se pela moral. Pois é a própria moral que as pessoas em geral acabam não entendendo e por isso, nem se esforçando por viver segundo o que ela rege.
Lembro-me daquele jovem de periferia que lamentava dizendo, "nem sei dizer o que é moral e o que é imoral... pois tudo parece relativo". Esta é uma mente danificada pela resultado equivocado de um mundo moderno que destruiu a moral em troca de se dizer mais lógico.
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Foto: O Pensador, de Auguste Rodan

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