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segunda-feira, 6 de abril de 2015

Homero e "A Ilíada"

Cresci ouvindo este jargão popular, "clássico é clássico", como maneira de expressar um disparidade quase infinita entre as mais antigas e ainda lidas ou ouvidas obras da literatura e da música. Assim se fala dos concertos para Piano de Chopin, das sonatas de Beethoven, das extraordinárias composições de Mozart, como também dos livros de Tolstói, Stendhal, Machado de Assis, Dumas, e por aí vai se longe. Realmente os clássicos são um tesouro preciosíssimo que exprime o mais sublime fruto da genialidade humana.
Mas um clássico da literatura em especial me faz admirar cada vez mais a capacidade humana de produzir por escrito a mais bela narrativa, que além de arte se torna "fóssil" do desenvolvimento humano. Falo de A Ilíada de Homero, que muito tarde pus-me a ler e que agora necessito comentar. Digo necessito pois sendo necessário colocar-se mais ou menos no período em que este escritor viveu nos faz admirar ainda mais esta obra.
Como os comentários em geral já falam, não é possível precisar a data em que se compôs este livro, mas o fato é que Homero desejou tratar de um curto período, mais ou menos dois meses, da longa guerra entre gregos e troianos que historicamente durou cerca de dez anos.
Os gregos já cercavam Tróia, que parecia impenetrável por sua forte muralha que protegia a cidade. Os gregos, sob o comendo geral do rei Agamenon, estavam em maior número e contava com os mais valentes guerreiros, entre eles estava Ulisses de Ítaca, Menelau, os dois Ajax e Diomedes. Mas nesta guerra e no romance o destaque esta por conta de Aquiles, tido como filho de uma deusa, Tétis, que vive nas profundezas do oceano. Menelau é o esposo de Helena, que fora roubada (ou não...) por Páris, filho do rei de Tróia, Príamo. E é por este insulto, a fim de reaver Helena que toda esta guerra se inicia.
Em Tróia reinava Príamo, que tinha orgulho de seus filhos (muitos por sinal), mas um deles em especial, Heitor, tido como o mais valente em Tróia e em quem se depositava a segurança da cidade. De fato, os gregos respeitável somente a Heitor como valente guerreiro, pois aos demais troianos zombavam e os tinham como uns covardes sem valentia.
Como disse o livro narra fatos de um curto período de algumas semanas, que foram as mais decisivas para o desfecho final da guerra. Muitas perdas tiveram tanto os gregos como os troianos, mas a guerra somente começou a ter seu desfecho quando Aquiles assumiu a rédea da história e decidiu acabar com a vida de Heitor, algoz fatal de seu amigo querido Pátroclo. Depois da morte de Pátroclo por Heitor, Aquiles ficou imensamente decidido a vingar-se e mesmo percebendo que seria também o fim de sua vida tomar parte nesta guerra, lanço-se com todo o vigor atrás de Heitor.
Homero não faz uma narração histórica dos fatos, mas escreve num estilo romance-ficcionista, pois colocando-se naquela época, onde a mitologia era muito forte, a presença dos deuses permeava qualquer decisão e consequência dos homens, pois eles mesmos aceitavam o destino que os "deuses" lhes haviam traçado, colocando nesta conta divina seus erros e acertos.
Pois aconteceu o que a história já nos conta, Aquiles matou Heitor, e maltratou o corpo deste homem de modo vergonhoso para os troianos. Príamo suplicou a Aquiles pelo corpo de seu filho para dar-lhe funeral condizente com sua dignidade e Aquiles, aconselhado por sua mãe Tétis, aquiesceu. Depois disso os gregos forma com toda força para cima de Tróia, e nesta empreitada Aquiles é atingido fatalmente pelo mais covarde dos troianos, Páris, aquele que roubou Helena de Menelau. Páris também acaba morrendo depois na batalha, assim como muitos troianos. Por fim, para dar o golpe fatal, os gregos utilizaram de um estratagema para terminar com Tróia. Fingiram ir embora e presentearam os troianos com um imenso cavalo de madeira, que na verdade escondia em seu interior alguns guerreiros (diz Homero que eram cinquenta) e que na calada da noite saíram do cavalo enquanto a cidade dormia sossegada pensando que a guerra finalmente havia terminado, e abriram a grande porta da muralha para os soldados gregos que voltaram dos navios. A matança foi geral e sem chance para defesa os troianos foram finalmente vencidos, suas casas saqueadas e suas mulheres levadas como escravas. Andrômata, esposa de Heitor, teve o triste destino de ser escrava de Noptêleme o filho de Aquiles, o assassino de seu esposo. Helena acabou voltando para Menelau e viveu com ele ainda muitos anos, "a mais formosa de todas as mulheres".
Assim acaba a triste história de Tróia, Aquiles e Helena. Homero deixa claro que sua obra deseja narrar os fatos de Aquiles neste período, mas existem mais personagens que prendem nossa atenção. O próprio Heitor é um destes que nos faz pensar sobre a coragem influenciada por alguém, no caso dele, a influência dos deuses, que não se mostraram honestos com o pobre Heitor. O próprio destino de Tróia nos coloca sob o sentimento de injustiça com uma cidade destruída por motivo tão pequeno... ao menos no início.
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