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terça-feira, 17 de março de 2015

Pobre do tucunzeiro!

Por todos os lugares por onde andei sempre encontrei alguém com aquela argolinha preta ou marrom em um dos dedos, no princípio, quando mais jovem, demorei para entender de que se tratava do famoso e famigerado Anel de Tucum. Depois de alguns anos posso falar com certa propriedade deste utensílio que muitos ostentam com certo orgulho, talvez imaginando alguma recompensa dos círculos por onde circula ou por pura vaidade mesmo.
Este determinado Anel de Tucum é assim chamado por ser um anel produzido da semente do tucum ou tucunzeiro, ou seja, da árvore chamada tucum ou tucumã, originária da Amazônia. Mesmo por aquelas bandas encontram-se lugares em que se chama tur ou tucur. Este material é bem simples, sem a necessidade de muita habilidade para o manusear e então fabricar o tal anel. E por ser assim, tão simples na confecção é que foi adotado tão rapidamente com símbolo identificador daqueles que se engajavam em alguma luta ou campanha social.
No meio católico, especialmente ficou identificado como o anel símbolo daqueles que estavam envolvidos ou simpatizavam com alguma pastoral ou ação social, mas o detalhe que transforma este item em algo famigerado é sua ligação a ideologia marxista através da teologia da libertação. 
De fato, ficou tão associado a isso que, em determinadas paróquias, vendo alguém ostentando este anel já se imagina ser de alguma banda destas. Isto ficou tão marcante que é impossível olhar para este anel de tucum e não ligá-lo a PJ, PT, MST, TL, marxismo, socialismo e outros "ismos" por aí. Isto que pode parecer um simples comentário de aversão ou até ofensivo para alguns espíritos sensíveis, é apenas constatação sem rodeios, pois, isto que chamam de "opção preferencial pelos pobres" baseia-se mais numa ligação direta com uma "espiritualidade" imanentista, que deixa de lado a fé e a devoção, para contar com simplesmente com as forças humanas; que esquece que não se precisa usar adereços externos para descobrir que se assumiu o compromisso evangélico de ser alter Christus para os irmãos, que esquece a Doutrina Social da Igreja que é tão rica e pouco estudada, infelizmente também por uma grande parte do clero
O anel de tucum rivaliza com a famosa foto do Che Guevara em questão de status social de quinta categoria. Hoje o que vejo muito são jovens, adultos, padres, feiras e até bispos, acessando freneticamente seus aplicativos no Smartphone da Samsung ou iPhone da Apple com o mesmo dedo onde ostenta seu anel de tucum, simbolo da sua opção preferencial pelos pobres e luta contra o imperialismo capitalista norte-americano.
Fico pensando se o tucunzeiro tivesse a faculdade de pensar e sentir o quanto ele estaria lamentando seu destino, pois foi usado, violentado... hoje é conhecido por ceder o material para tal símbolo ignóbil, pobre de tudo, até mesmo de sentido, pois o que serve como símbolo de algo sem transcendência morre com a morte daquilo para que serviu.
Pobre do tucunzeiro!

Um comentário:

Abdias Ferreira disse...

Bom eu uso o anel e não uso para apoiar a nada do que citou acima uso somente por defender a castidade e pela minha consagração a Nossa Senhora pelo método de "Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem " de São Luiz Maria Griginion de Monfort ! Penso assim que se a pessoa a usar por uma coisa isso ajuda-a lembrar deste sentido de que a motivou a usar . Sem Mais
Deus te ama e te chama !