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quarta-feira, 25 de março de 2015

Coerência: Quaresma e as festas comunitárias


O assunto coerência sempre é bastante difícil, pois implica um auto exame quando se tenta apontar algo que parece sem muito sentido ou sem muita coerência. Mas penso que mesmo existindo esta dificuldade de "santidade" e idoneidade para tocar em tal assunto, julgo não poder calar-se, especialmente quando o assunto envolve uma desvirtuação, uma "corrupção" de algo santo e sagrado.
Neste post, o que é santo e sagrado é o Tempo da Quaresma. A muito tempo venho observando que as paróquias católicas estão cada vez menos exigentes quando a observância deste período, até se tornando bastante mundanas, pois a Quaresma esta cada vez mais restringida aos ritos executados dentro das igrejas, diminuindo o próprio objetivo do tempo quaresmal. Entre as muitas coisas que deixa evidente este descuido (prefiro chamar assim para amenizar!) com o tempo litúrgico são as questionáveis festas paroquiais dentro de período quaresmal, algo que latentemente destoa com uma força brutal do jejum, abstinência e esmola, características obrigatórias neste tempo.

Neste mundo tão secularizado, sendo que a palavra mais adequada é "mundano", umas das únicas - senão a única! - que apresenta ao mundo um porto seguro quanto as exigências que o ser humano não deve esquecer, como um adolescente rebelde, é a Igreja Católica, com sua doutrina forjada na Palavra de Deus e nos testemunhos dos mártires de todos os séculos. É precisamente em respeito a tudo isto, que revolta a alguns - como eu! - os simples descaso pelo que a Igreja apresenta durante o ano para a vivência da fé, ou seja, a expressão viva desta fé através dos exercícios espirituais de cada tempo litúrgico.
Como seria mais santa a igreja (seres humanos) se todos observassem com rigidez a profunda espiritualidade de cada tempo litúrgico!
O tempo da quaresma sempre me impressionou mais por apresentar-se tão fortemente, e até violentamente, na vida do cristão. É preciso sim entregar-se de maneira total ao sentimento de contrição para realmente haver conversão, mudança de vida. Ora, todos são humanos e sabem muito bem que se deixamos a natureza falar mais alto acabamos por amenizar qualquer esforço que saibamos necessário. Não é diferente na espiritualidade, pelo contrário, é até mais suscetível o ser humano ao pecado quando não compreende a necessária disciplina para domar a carne.
Ser feliz é o destino de todo ser humano. Mas não se alcança felicidade verdadeira sem Deus, e para que O alcancemos precisamos nos converter a Ele todos os dias, e porque não aproveitar a quaresma para isso?!
Tendo isto, não parece ilógico querer justificar festas, quermesses e outras "bailadas" neste tempo propício para o jejum, a esmola e a abstinência? É evidente que não se conjuga festa com quaresma, pois são água e óleo.
Além do mais, duvido daquele que pretende viver a quaresma no seu sentido mais espiritual enquanto não se importa de festejar aos sábados ou domingos. Por isso repito: na Quaresma não se deve promover qualquer festa, mesmo sob a mais bonita e romântica justificativa.
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