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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Seu Madruga: Vingança e Justiça

Já é muito conhecido um ensinamento do personagem “Seu Madruga” do seriado mexicano “Chaves”: a vingança nunca é plena mata a alma e a envenena. O que pode parecer meramente um “ditado” do tipo popular para repreender alguém por alguma palavra impensada ou atitude irresponsável, demonstra um sentimento verdadeiramente sábio, além de uma verdade fundada na própria virtude cristã. De modo que, não considero exagerado dizer que nesta fala, Seu Madruga demonstra-se um verdadeiro exemplar da vida cristã, apesar dos vícios visíveis no personagem, que não são estranhos aos cristãos, visto fazerem parte da fragilidade do próprio ser humano, apesar de cristão.Seu Madruga 01

O que é a vingança? Para começar isto que chamamos de vingança poderia se chamar também “confissão de inferioridade”, ou complexo de inferioridade. Basta observarmos porque e como nos surgem estes sentimentos de vinganças, geralmente surgem por acosiões em que somos pressionados a fazer algo que não queremos, quando somos atingido (às vezes injustamente) por alguém em palavras ou ações, quando somos prejudicados profissionalmente ou sentimentalmente. O típico caso da vingança em vista de um prejuizo sentimental é a traição, ou “o troco” pela infidelidade do parceiro. Na verdade é um sentimento de inferioridade inconsciente que faz desencadear uma busca por solução… algo que possa aplacar a dor pela mágoa, pela decepção. Ora, não vejo porque rebater um tapa recebido com o mesmo gesto, afinal, não foi o próprio Jesus Cristo que deixou explícito: “ofereça a outra face”?

Por este motivo, a vingança ao meu ver, nada mais é do que a mais pura expressão de confissão de inferioridade, de alguém que não consegue responder as injustiças recebidas com postura cada vez melhor, ética e honestidade.

A vingança mata a alma? Antes, em realidade, a envenena, deixa a alma doente, com uma incapacidade de encontrar a mais pura felicidade na felicidade do outro. Esta doença é tão atroz que traz todos os vícios como parasitas da mágoa e decepção. Alguém que alimenta a vingança é alguém que mais facilmente será egoísta ao extremo, sem o menor resquício de altruísmo. Traz uma perspicácia maligna capaz de maquinar a própria imagem com os familiares, sempre almejando o benefício próprio em tudo… até nos mínimos detalhes. Quem já alimentou a vingança em si sempre trará algo desta doença espiritual que, se não for tratada, calcifica-se no caráter cada vez mais doentio do “vingador”. Envenenada, esta alma doente acaba por desfalecer aos poucos. É claro que a alma imortal não morre, mas pode selar um destino eterno de morte a cada instante “do eterno” para si, falo de sofrimento eterno no sentido de inferno, de punição eterna para a pobre alma tão desgraçadamente ludibriada pela falsa “justiça” da vingança.

É deveras enganador a imagem de que a vingança trará certa justiça a alguém. Certamente passou pela mente de alguém injustiçado por algo ou alguém: “é justo que lhe faça o mesmo”, ou, “lhe darei o troco por tudo isso”. Tolos, mil vezes tolos! Que tipo de justiça alcançará? Serás considerado melhor ou você mesmo se considerará melhor do que os injustos?

Não. Com certeza a justiça não esta na vingança e muito menos a edificação da alma e do caráter!

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