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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Papa reitera que no Sínodo jamais foram postas em discussão verdades fundamentais sobre o matrimônio

Nesta quarta-feira, durante a Audiência Geral, o Papa Francisco falou sobre o Sínodo Extraordinário sobre a Família celebrado em outubro, evento no qual os bispos falaram “com a liberdade que há na Igreja” e onde ninguém pôs em discussão “as verdades fundamentais” do matrimônio.

O Papa Francisco quis referir-se publicamente ao processo que se seguiu na redação do documento, assim como ao que se viveu realmente na Sala Sinodal entre os participantes.

O Pontífice ressaltou que “nenhuma intervenção colocou em discussão as verdades fundamentais do Sacramento do Matrimônio, isso é: a indissolubilidade, a unidade, a fidelidade e a abertura à vida”.

O Papa explicou que pediu aos Padres sinodais “para falar com franqueza e coragem e escutar com humildade”, por isso “não houve censura prévia”. “Cada um podia, mais ainda, devia dizer aquilo que tinha no coração, aquilo que pensava sinceramente”.

O Santo Padre reconheceu que “falaram forte, sim, é verdade”, mas destacou também que esta é “justamente a liberdade que há na Igreja”.

O Pontífice reconheceu que “sempre, quando se procura a vontade de Deus, em uma assembleia sinodal, há diversos pontos de vista e há a discussão”, mas “isto não é uma coisa ruim”.

Depois da Relação inicial do Cardeal Peter Erdö (relator geral do Sínodo), “houve um primeiro momento, fundamental, no qual todos os padres sinodais puderam falar e todos escutaram”, o que, para o Papa “era edificante”.

Segundo o Papa, todas as intervenções foram coletadas para elaborar um rascunho, a “Relação depois da discussão”, que também foi desenvolvida pelo Cardeal e se articulou em três pontos: a escuta do contexto e dos desafios da família; o olhar fixo em Cristo e o Evangelho da família; o confronto com as perspectivas pastorais.

Sobre esta primeira proposta de síntese se desenvolveu a discussão nos grupos divididos por idioma e “no fim do seu trabalho, apresentou um relatório e todos os relatórios dos grupos foram publicados”. “Tudo foi dado, para a transparência para que se soubesse o que acontecia”, assegurou o Papa.

O processo continuou com uma comissão que examinou todas as sugestões que surgiram dos grupos linguísticos e “se realizou o Relatório final” que “buscou acolher o fruto das discussões nos grupos”. Finalmente, “foi aprovada uma Mensagem final do Sínodo, mais breve e mais de divulgação”.

“Tudo aconteceu ‘cum Petro et sub Petro’, isso é, com a presença do Papa, que é garantia para todos de liberdade e de confiança, garantia da ortodoxia. E no fim com a minha intervenção dei uma leitura sintética da experiência sinodal”

À continuação explicou qual é o processo a seguir agora de cara ao novo Sínodo do próximo outubro. “O Relatório final (…)foi publicado ontem e enviado às Conferências Episcopais, que será discutido em vista da próxima Assembleia”.

O Papa Francisco recordou que o documento foi publicado “com as perguntas dirigidas às conferências episcopais e assim se torna justamente Lineamenta do próximo Sínodo”.

Para o Pontífice, “o Sínodo não é um parlamento” já que “a estrutura não é parlamentar, é totalmente diferente: o Sínodo é um espaço protegido para que o Espírito Santo possa obrar”.

Neste último Sínodo “não houve confronto entre facções”, mas “um confronto entre os bispos, que veio depois de um longo trabalho de preparação e que agora prosseguirá em um outro trabalho, para o bem das famílias, da Igreja e da sociedade”

Além disso, o Papa agradeceu pelo trabalho da imprensa, embora durante o Sínodo “muitas vezes a visão da mídia era um pouco no estilo de crônicas esportivas, ou políticas: falava-se muitas vezes de dois times, pró e contra, conservadores e progressistas, etc.”.

O Sínodo Extraordinário sobre a Família se celebrou no Vaticano entre os dias 5 e 19 de outubro deste ano. A próxima XIV Assembleia Geral Ordinária acontecerá entre os dias 4 e 25 de outubro de 2015 sobre o tema "A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo".
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*Vaticano, 10/12/2014 (ACI/EWTN Noticias)

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