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terça-feira, 27 de maio de 2014

Terça-feira - At 16,22-34 Jo 16,5-11

VI Semana do Tempo Pascal

Pe. Valderi da Silva

Fratres carissimi.

Nesta semana, desde o Domingo passado, estamos contemplando Jesus apresentando aos discípulos sua partida para junto de Deus Pai, mas ao mesmo tempo anunciando o envio do Defensor, do Espírito da Verdade, do Paráclito. Ele mesmo alenta os discípulos sobre a possível tristeza e talvez desespero ao saber que o Mestre vai partir, e faz isso falando claramente que vai, mas será enviado este Paráclito que permanecerá aqui até o fim dos tempos.

No Evangelho de hoje, Jesus nos mostra algo revelador sobre a Trindade Santíssima, algo que na verdade já foi dito pelo Senhor, mas que agora fica-nos mais compreendido através de Suas palavras: o fato de que o Espírito Santo, sendo uma pessoa divina da Santa Trindade, procede da pessoa do Deus Pai e da pessoa do Deus Filho, e isto ao ouvimos Jesus dizendo "é bom para vós que eu parta; se eu não for, não virá até vós o defensor; mas, se eu me for, eu vo-lo mandarei" (Jo 16,7). Algo que professamos no Credo Niceno-constantinopolitano: Qui ex Patre Filióque procédit (Credo Nice-constantinopolitano, 381), ou seja, este Espírito Santo, terceira pessoa da Santíssima Trindade é enviado a nós por Deus Pai e Deus Filho, por isso professamos que procede dos dois, não apenas de um deles, ou só do Pai, ou só do Filho. E isto não é um detalhe insignificante para nós, pois ao entendermos isto fica-nos mais solidificada a unidade profunda das pessoas divinas, ou seja, o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Nossa fé na Santíssima Trindade é identificação de nossa contemplação de como Deus mesmo se revelou a nós, identificação dos verdadeiros adoradores de Deus, pois professando a fé nas três pessoas divinas, estamos professando a fé no verdadeiro Deus e aceitando por completo a Sua revelação.

Ainda neste Evangelho Nosso Senhor chama a atenção para três coisas que o Espírito da Verdade iluminará: no que consiste o pecado, a justiça e o julgamento[1].

Numa evidente alusão a eficácia do Espírito Santo, Jesus nos deixa também claro que o ser humano necessita Dele para poder viver retamente, ou seja, sendo capaz de fugir do que é pecado, para também viver na justiça (que é própria dos santos!) e tendo a consciência do julgamento, que no final dos tempos acontecerá de modo definitivo.

Saber que o pecado “é uma palavra, um pensamento, um ato, um desejo ou uma omissão contrários ao plano de felicidade que Deus tem para o homem”[2], e que se exprime especialmente por um apego exagerado e desordenado a bens, coisas, idéias ou pessoas que nos afastam de buscar e viver o amor de Deus. Isto o que cada ser humano necessita saber e viver para corresponder a Deus, é o Espírito Santo que nos ilumina e auxilia a viver.

Saber que a justiça não é apenas obedecer a leis positivas, leis criadas pelos seres humanos, mas é buscar cumprir a vontade de Deus em primeiro lugar, pois é com Ele que a justiça cumpre seu papel, a paz ente os seres humanos. Bem disse certo Cardeal da Santa Igreja: “fazer a vontade de Deus é a nossa paz”.

Por fim, o julgamento de que fala Jesus, trata do julgamento final de maneira especial, mas também daquele que cada um de nós terá logo após a nossa morte, o chamado “julgamento particular”, momento em que nossas virtudes e pecados não arrependidos serão revelados diante de nós, de maneirta que saberemos se morremos dignos de viver com Deus ou afastado Dele na eternidade. Ao falar que o “chefe deste mundo” já esta condenado, fala que o mesmo Espírito Santo revela a condenação daqueles que preferem servir mais as tentações deste “condenado” do que servirem a Deus.


[1] Cf. Jo 16,8

[2] Cf. http://www.acidigital.com/catecismo/

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