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domingo, 4 de maio de 2014

III Domingo do Tempo Pascal

At 2,14.22-33 1Pd 1,17-21 Lc 24,13-35

Pe. Valderi da Silva

Estimados irmãos e irmãs.

clip_image004O cristão exulta pela Ressurreição do Senhor através de sua vida, pois é precisamente com os anos bem vividos em conformidade com a vontade de Deus que manifestamos a verdadeira alegria pela grande obra de Deus em nosso favor. É tentando corresponder a esta consciência que neste domingo encontramos este evangelho que a liturgia da Igreja nos apresenta. O que foi proclamado narra um fato acontecido no mesmo dia da ressurreição, ou seja, o domingo como nos deixa entender o próprio evangelho: “naquele mesmo dia, o primeiro da semana”.[1]

Encontrando-se um tanto abalados e também descepcionados, dois discípulos de Jesus tomam o caminho de volta para o povoado deixado a fim de seguir aquele em quem haviam depositado a esperança. No caminho para o povoado de Emaús encontram Jesus que eles não reconheceram a primeira vista, sendo que contam a ele o que aconteceu em Jerusalém com o próprio Jesus. Em contrapartida Nosso Senhor fala-lhes sobre as Escrituras e lhes explica as passagens que falam sobre Ele. Jesus coloca-se não somente como aquele que faz a obra, mas que também vê a necessidade de explicar o que foi feito, tirar o ser humano da cegueira causada pela própria natureza humana frágil que sempre tende a ter a esperança “grudada ao chão”, não conseguindo voar até o horizonte divino.

Nosso Senhor põe-se a caminhar com os discípulos, a caminhar com o ser humano. Este caminho que os dois discípulos percorriam até Emaús se torna o caminho de nossa vida. Nele Jesus esta sempre conosco, caminhando junto de nós e nos mostrando sinais de sua presença e revelando Sua vontade. Caminhar até “Emaús” é retroceder na fé, é desistir de crer em Deus por motivos fracos e sem força para nos fazer voltar ao estágio zero de nossa esperança em Deus. Nossa fé – que foi-nos dada no dia do batismo como que em forma de semente – precisa crescer e amadurecer. Voltar para “Emaús” é sinal de não amadurecimento, sinal de estagnação na fé, pelo contrário, dar mei volta e ir para Jerusalém é sinal de busca pelo crescimento na fé, o que é fundamental para se alcançar a Vida Nova do Ressuscitado.

O caminho do cristão precisa ser em direção à Jerusalém, pois é lá que se encontra a terra dos crentes, a casa dos que reconhecem Jesus, que “tocam” o Ressuscitado com os sentidos da fé.

Este caminho não é medido em metros ou quilometros, mas sim em dias, meses e anos, pois se trata de nossa vida. Toda ela desde o seu início deve ser encarada como o caminho que precisamos trilhar para a casa do Pai, para a morada eterna junto de Deus. O que recebemos no batismo precisa ser cultivado e amadurecido na Igreja de Cristo para poder nos orientar neste caminho para não perdermos a direção certa.

Deus providenciou que mais alguém possa ser nosso auxílio neste caminho, ou seja, a Virgem Santíssima. Nunca a esqueçamos em nossa vida.


[1] Lc 24,13

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