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quinta-feira, 24 de abril de 2014

São José Operário: Padroeiro acolhe a juventude!

Tríduo em honra a São José Operário

Capela São José Operário / Sapiranga

Pe. Valderi da Silva

Estimados irmãos e irmãs.

Nestes dias em que nos preparamos para festa em honra a São José Operário precisamos viver a fé na mesma intenção com que viveu este venerável santo. São José merece toda a honra que podemos lhe tributar visto que esta honra ele recebeu do próprio Deus ao incluí-lo no divino plano de salvação desejando que ele fosse companheiro da Virgem Santíssima, Mãe de Jesus Cristo.

Hoje somos convidados a refletir sobre a juventude, ou melhor, sobre como a juventude – os jovens – podem viver como São José, vendo neste santo alguém muito especial, capaz realmente de ser o “padroeiro” de suas vidas cristãs, assim como é o padroeiro desta comunidade.

Nos evangelhos não encontramos muito sobre José, mas este simples fato já nos diz algo simples, mas de verdadeira importância aos jovens: a importância dos coadjunvantes! Pode parecer estranho, mas podemos chamar José de coadjuvante enquanto que a figura principal, ou protagonista é Jesus Cristo. Bem é verdade, que podemos falar também em pessoas de “segundo plano”, ou seja, aqueles que como José recebem a missão de agir silenciosamente, pois não são chamados ao protagonismo nas atividades. De maneira alguma desqualificamos São José, nem diminuimos seu papel na história da salvação. O que fazemos é reconhecer que José teve sua importância precisamente porque fez o trabalho que alguém deveria fazer, em silêncio, o trabalho pequeno, simples, mas fundamental para que a obra do “protagonista” chegasse com eficácia aos necessitados.

Jovens! Vocês devem olhar para São José e vê-lo como alguém valoroso, cheio de virtudes, alguém escolhido a dedo por Deus para acompanhar o Verbo Encarnado durante seus anos de desenvolvimento. Custodiar o Cristo foi a grande missão de José, e custodiar significa – conforme o dicionário – “guardar com muito cuidado”. A juventude é convidada a guardar com muito cuidado o Cristo que receberam pelo dom da fé, de modo que são custódios de Cristo como foi São José. Existe uma maneira de custodiar a Cristo que receberam e que novamente recebe-se em cada Eucaristia, ela se demonstra de maneira particular na consciência cristã, que deve impedir a todos os jovens de macular este templo de Deus, que são seus corpos! Consciência que deve os impedir de aceitar qualquer convite que lhes façam sendo que possam ferir esta missão de guardar com muito cuidado o Cristo que receberam. Falo especialmente das coisas que os podem levar ao pecado, coisas que podem os fazer ferir a relação com Deus e aos mais próximos de vocês, especialmente a família, tão estimada pelo próprio São José.

Uma terceira caracterísitca deste Patrono Universal da Santa Igreja é a perseverança. Vale lembrar que ser perseverante não quer dizer falta de dificuldades, falta de tentações (como a preguiça, a vaidade e o egoísmo). Ser perseverante é ter uma meta, é reconhecer a finalidade de nossa vida, ou o sentido da vida que de Deus recebemos. Ser perseverante é viver como quem sabe o que quer, e como cristãos sabemos o que queremos: Deus e o Seu Reino! De modo que, ser perseverante como São José significa nunca desistir de seguir a Cristo e viver na Sua Igreja mesmo sendo tentado pelo mundo a desobedecer a Deus, e mesmo caindo algumas vezes nos erros que o mal nos leva a cometer. A juventude nos faz errar muito, e parece até compreensivo, mas precisa-se aprender com os erros, principalmente a importância da reconciliação com Deus quando ferimos Seu amor por nós.

Além da atitude “coadjuvente”, custodiadora e perseverante, queria ressaltar outra característica de São José: o temor a Deus. Temer a Deus não significa ter medo Dele, nem apenas respeito por Ele. Temer a Deus é antes de tudo amor ao Pai que nos criou: É o temor de nos afastar do Pai que nos criou e que nos ama, de ofender a Deus que, por amor, sempre nos perdoa. O filho que ama o pai não quer ficar longe dele nem fazer algo que o possa magoar. É um temor nobre que brota do amor. Um temor filial, perfeito e amoroso. Este temor a Deus compreende três atitudes: 1) O vivo sentimento da grandeza de Deus e extremo horror a tudo o que ofenda sua infinita majestade; 2) Uma viva contrição das menores faltas cometidas, por haverem ofendido a um Deus infinito e infinitamente bom, do que nasce um desejo ardente e sincero de as reparar; 3) Um cuidado constante para evitar ocasiões de pecado. Estas três atitudes vivemos inspirados por São José que, no silêncio de um “coadjuvante”, viveu perseverante a missão de custodiar o Cristo, mas porque amava a Deus com este temor mesmo antes de ser-lhe pedida tal missão.

Na verdade, o tema desta noite é “Padroeiro acolhe a juventude”. Vejo neste tema uma relação muito íntima de São José com a vida de cada jovem, pois o jovem precisa ter um “padroeiro”, alguém que seja seu orientador além de intercessor junto de Deus. São José acolhe a juventude no mesmo sentido que Deus acolhe a todos nós, convidando-nos a dar a resposta necessária à vocação recebida. O termo “acolher” deve ser entendido por nós e especialmente pelos jovens, como chamada, recebimento e pedido de resposta, pois quem te chama é Deus, se tu o escutas e vai até Ele será recebido, e ao ser recebido Ele te pede uma resposta! Vemos isto perfeitamente na vida de São José, pois Deus o chamou, Deus o recebeu e pediu-lhe uma resposta. Com o jovem acontece o mesmo.

O que refletimos se encaixa na vida de todo cristão, pois “juventude” é um estado de vida, não uma idade biológica. Reza uma antiga antifona da Santa Missa baseada em um versículo do Salmo 42, ad Deum qui laetificat iuventudem meam (a Deus que é a alegria da minha juventude). Se ele é a alegria da minha juventude, nada mais justo que vivermos sempre “jovens”, pois a alegria em Deus é eterna!

L.S.N.S.J.C.

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