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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

A VAIDADE NA IGREJA CATÓLICA E O FREI LIBERTÁRIO

Assista este vídeo, depois leia a matéria:

Sim, caros irmãos em Cristo, gostaria de falar sobre o tema vaidade. E por que vaidade? Porque ela foi o centro de uma das mais absurdas cenas de histeria que vi em um templo católico nos dias de hoje.

Recentemente a Igreja do Carmo, sitada em Belo Horizonte, Minas Gerais, foi palco de cenas de falta de respeito e violência que, se eu não tivesse visto em vídeo custaria a crer. Um grupo de mais ou menos duzentas pessoas vaiava um sacerdote e seus auxiliares, gritavam o nome do padre substituído, havendo relatos de até agressões físicas, isso tudo no interior da igreja. O sacerdote de joelhos no altar tentando rezar um terço junto com outros fiéis e cercados pelo grupo que gritava, vaiava e protestava.
O fato se deu pois o padre titular da missa das 11 horas, foi substituído neste dia, para que fosse apresentado o novo pároco da comunidade. Foi escolhida esta missa em questão, pois ela é a mais frequentada entre os fiéis da comunidade. Era para ser uma festa, mas tornou-se um caso de polícia e expôs uma ferida que não pertence somente a Igreja do Carmo.Frei Claudio
Dias depois, entrevistado por jornal local, o frei disse que não incitou o protesto, mas no meu ver de forma ambígua deixou escapar seu ressentimento ao dizer que foi informado por terceiros que não celebraria a Missa em questão. O frei se ausentou, e não foi a Missa em que foi convidado a participar. Seu irmão obedientemente estava lá. Ele antevia o que podia acontecer pois conhece seus seguidores, mas preferiu lavar as mãos.
O fato é que a Arquidiocese de Belo Horizonte tomou uma medida, deu uma resposta, pois fatos como o que aconteceram não devem voltar a ocorrer. A Celebração deste horário está suspensa até segunda ordem. O superior do frei ofereceu outro horário, mas ele não aceitou. Reflitam, neste caso onde reside a vaidade?
A narrativa acima, lamentavelmente  verdadeira ilustra o que acontece em muitos lugares. Uma guerra de vaidades. Existem cristãos que dizem ir a Missa do padre fulano de tal, à caravana do padre fulano de tal, porque o padre fulano de tal escreve, o padre fulano de tal é famoso, o padre fulano de tal canta... mas espere aí!!!! Façamos uma breve e sucinta análise do catequismo básico da nossa Santa Igreja:deveríamos ir a celebração por Jesus, nosso encontro é com Jesus, e não como padre fulano de tal.
Em entrevista na mesma matéria, vi um lírio nascer do lodo; uma menina, coroinha de 9 anos, vejam bem, uma criança disse " eu gosto de servir a Cristo, não importa qual padre seja". Eis a voz da inocência!
Isso aconteceu porque a Igreja modernizada, e não moderna, tirou Cristo do centro, e no centro colocou um outro ídolo. No afã de atrair fiéis trouxe para o centro a criatividade. O padre já não é mais só padre, é um apresentador de auditório, tem que pular, tem que ser carismático, tem que dizer o que as pessoas querem ouvir e não o que elas precisam ouvir, ele tem que ser psicologo, tem que escrever livros melosos, tem que sorrir o tempo inteiro, aparecer na tv, tem que ser bonitão... Este é o retrato de Cristo? O Cristo humilde e misericordioso é assim?
Faço meu "mea culpa", mas justifico. Aqueles que me conhecem e são do meu circulo de amizade, sabem que deixei de frequentar minha comunidade de origem. Imaginam que foi por causa do padre, eu também achava assim, mas não foi por causa do padre, foi porque eu não conseguia ver Cristo na figura do padre. As palavras dele com certeza não eram as palavras do Cristo que eu aprendi a amar e reconhecer. Eu fui procurar  um padre que de fato encarna Cristo, em todas suas palavras e ações.
Antes de escrever solicito sempre o auxílio e ajuda do Espirito Santo para levar a vocês não as minhas opiniões, mas o que seja luz para esclarecimento. Empresto minha inteligência, minhas palavras, meu conhecimento para a honra e glória de Deus.
Agradeço imensamente o carinho e afeição dos meus leitores, mas estou segura e tranquila de que não são meus os méritos, os méritos são da Santíssima Trindade, e todos os frutos colhidos são para Deus e sua Igreja.
Aqueles que seguem o homem, suas palavras, e seus livros, já se perguntaram o que farão quando ele se for? Quando ele fraquejar e cair em tentação? Vão abandonar os sacramentos e segui-lo em um centro espírita? Até quando vão alimentar a vaidade destas pessoas?
Nosso dever como cristão é seguir a Cristo. Nossa meta é ser como Cristo até onde nossas forças podem suportar. Nosso destino é sermos santos, não é torna-nos ídolos, e nos envaidecer com nossos seguidores, nosso fã-clube. Levemos em conta o que colocava o Papa Emérito Bento XVI ao final de suas correspondências : "servo dos servos de Deus". 

Abraço fraterno!

Mônica Romano é catequista em Belo Horizonte, Minas Gerais, e colaboradora do portal "Catolicismo Romano".

*Fonte: http://www.catolicismoromano.com.br/

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