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sexta-feira, 8 de novembro de 2013

“Busquemos as realidades celestes”

Shalom, irmãos!

Tendo a oportunidade de me dirigir a tantos irmãos cursilhistas, gostaria de lembrar uma comemoração que neste mês de novembro recordamos em toda Santa Igreja: a festa de Todos os Santos. E, lembrando dela, tocar precisamente no assunto da santidade.

Os santos são personagens reais, que viveram em um tempo histórico real, o que nos leva a pensar primeiramente, que não é fantasia dos cristãos falar em santidade, pois sabemos que a santidade é um chamado universal, feito a todos os discípulos de Cristo. Acontece vez por outra, que encontramos pessoas que tratam o assunto “santidade” como algo exclusivo de alguns dentro da Igreja, mantendo aquele esteriótipo de “predestinação” de alguns aos altares! O Concílio Vaticano II veio ajudar a lembrar esta vocação universal de todos os cristãos, pois, de maneira bastante simples todos concordam que o ser humano, consciente da vida eterna, deseja viver com Deus sua eternidade, ou seja, deseja viverTodos os santos eternamente no céu. Podemos dizer que se trata de um desejo consciente, quando se pensa em nossa peregrinação temporária por este mundo, na esperança da vida eterna e deste chamado universal à santidade.

Mas precisamos levar em consideração que ser chamado não garante necessariamente a vivência junto de Deus na eternidade, ou seja, a entrada no céu. E é aqui que entendemos as palavras de Nosso Senhor, pedindo que sejamos “perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5,48), pois só entra no céu quem é santo. Então é impossível entrar no céu? Só para quem acha impossível ser santo! A santidade é a perfeição que vamos atingindo quanto mais unidos a Deus e Sua vontade estivermos, significando a predominância da vida divina à nossa própria vida. Em todos os tempos a Santa Igreja sempre falou claramente da possibilidade de todos alcançarem esta santidade, esta perfeição, e isto em seu próprio estado de vida. Deste modo, todos podem alcançar a santidade, os jovens, os solteiros, os casados e aqueles que estão num estado de vida consagrada a Deus.

São Bernardo de Claraval, monge cisterciense do século XII, nos apresenta uma reflexão muito oportuna em um de seus sermões: “animemo-nos irmãos […]. Busquemos as realidades celestes. Tenhamos gosto pelas coisas do alto” (Sermo II, Opera Magna). Desejar ardentemente o céu é desejar ardentemente a Deus e suas “coisas”, ou seja, Sua vida. Para viver Nele é preciso cultivar um desejo ardente das coisas celestes, enquanto vivemos neste mundo. Desejar mais o céu que as coisas deste mundo significa não viver mais segundo este mundo, como expressou Santo Inácio de Antioquia, “não quero mais viver segundo os homens” (Carta aos Romanos). São Bernardo nos convida a animação, porque precisamos trabalhar e muito nesta vida para vencermos a inclinação ao descaso, quando pensamos em viver uma vida santa.

Todos os santos e santas de Deus, que já gozam da eterna bem-aventurança, esperam-nos como a irmãos ansiosos, pois desejam que experimentemos o que eles já experimentam junto de Deus.

Portanto irmãos cursilhistas, desejo animá-los ardentemente para uma vida santa.

Com minha benção sacerdotal.

Pe. Valderi da Silva

Auxiliar Espiritual

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*Artigo orinalmente publicado em novembro de 2013 na Revista Decolores, do Movimento de Cursilhos de Cristandade, da Diocese de Novo Hamburgo.

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