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sábado, 21 de setembro de 2013

Santa Missa: três considerações

“A Missa é isso, a continuação do Calvário” (Fulton Sheen)

Ninguém ama o que não conhece, diz-se popularmente. A Santa Missa não foge deste simples ditado, pois a compreensão deste Rito vai nos revelando a profundidade da ação divina na atualidade de nossa salvação. Do mesmo modo que um jovem não consegue apreciar a execução da 5ª sinfonia de Beethoven, ou uma das Rapsódias de Chopin, a Santa Missa não é apreciada e vivida por inúmeros cristãos católicos por não saberem o mínimo sobre esta ação da Igreja, que de modo mais preciso, é a ação do próprio Jesus Cristo.Fulton Sheen 1

Não quero escrever detalhadamente aqui sobre a Santa Missa, sua teologia e vivência em cada fiel. Desejo meramente fazer algumas considerações que geralmente tenho feito àqueles que me pedem no dia a dia paroquial.

Porque chamar de Santa Missa?

Para mim sempre foi muito claro que aquilo que é santo deve-se chamar de santo. Sabendo que a ação realizada neste Rito toca a profundidade misteriosa de Deus, não há como negar que é uma ação santa, pois toca o “Santo dos Santos”. Mas também em vista do próprio protagonista desta ação, Nosso Senhor Jesus Cristo, não somente “invocado” na Santa Missa, mas agente principal. Por este motivo é uma ação santa, pois realizada pelo mais santo dentre nós, o próprio Senhor.

Disso resulta também outra consideração. O local onde deve-se realizar a Santa Missa não pode ser outro que não um local “santificado”, isto é, apropriado para se executar uma ação santa. Por este motivo a Santa Missa somente deve-se realizar em um templo contruído para este fim. Nele todos devem adotar atitudes correspondentes, pois num lugar santo, deve-se ter atitudes santas!

Sobre “inovações” na Santa Missa

A Santa Igreja, no curso dos séculos, somente adota o que edifica os cristãos segundo a finalidade deste ato santo. Vejo tristemente, por motivo de ignorância (vencível), muitos fieis outorgando-se o direito de contestar o Rito oficalmente ordenado pela Mãe Igreja. São em maioria, pessoas que nunca buscaram entender cada particularidade contida na ação litúrgica, expressa por gestos, sinais, orações e silêncio. O Rito Romano (este que usa-se para a Santa Missa), não fica enriquecido pelas fantasiosas “inovações”, sob o argumento de inculturação ou homenagem a alguém ou instituição, mas empobrece-se, rasgando o esforço da Santa Igreja, que por séculos vêm trazendo este “compêndio da fé”.

Existe um motivo para que haja tantas pessoas mais dedicadas a mudar o que esta no Missal do que entendê-lo. Muitos sacerdotes já chegaram a mesma conclusão, mais ou menos exata: por alguns anos, na ação pastoral especialmente no Brasil, se negligenciou a formação dos fieis sobre a Santa Missa, principalmente num ponto, o de que a Santa Missa é ato realizado por Cristo, sendo Ele o personagem principal, não os participantes desta ação litúrgica. Muitos mestres e doutores em Liturgia (ditos assim, pelo menos!) tentam mudar esta compreensão, geralmente utilizando-se de argumentos personalistas, tirando a ação de Cristo e colocando-a nas mãos dos homens e mulheres. Ora, tira-se Deus do seu lugar e coloca-se o homem, isto é culto não a Deus, mas ao ser humano. Isto é heresia, pois torna-se um culto idolátrico, por mais que se mencione de vez enquando Deus, a Trindade, Jesus Cristo e a Virgem Maria.

Infelizmente, não posso esconder que muitos irmãos no sacerdócio passam esta imagem aos fieis, fazendo da Santa Missa um palco para SUA apresentação, para SEUS ensinamentos, para SEUS comunicados. Existem muitos motivos porque isto chegou a este ponto, não os mencionarei aqui, pois penso que precisamos fazer AGORA a nossa parte bem feita – fiel e sacerdote – para que aos poucos se possa melhorar esta situação.

Definição de Santa Missa?

Vez por outra, alguém pergunta-me sobre como definir a Santa Missa, ou se não existe definição. Uma definição é conveniente, mas pode-se correr o risco de diminuir a grandiosidade da ação prendendo-a numa definição. Mas podemos nos alinhar com esta frase que no início foi lembrado do Arcebispo Fulton Sheen: a Santa Missa “é a continuação do Calvário”. De fato, o que se realiza em cada Santa Missa é uma verdadeira atualização do santo Sacrifício de Cristo na cruz. Aquele mesmo e único sacrifício que Nosso Senhor realizou para nossa salvação, é misteriosamente trazido para nossa atualidade. Faz-se presente em nosso presente! O que significa dizer que Cristo morre novamente em cada Santa Missa, para dar-nos de comer Seu Corpo e beber Seu Sangue.

É possível não crer nisso? Sim, é possível. Mas se for assim, deixa-se de crer na presença real de Cristo na Eucaristia, e consequentemente se deixa de ter a fé da Igreja, afastando-se da comunhão com Ela. O que muitos esbravejam a quatro cantos, dizendo que a “missa é um banquete, onde o Senhor nos dá o pão para partilhar” é uma idéia inebriada de protestantismo, não vêm da profunda teologia católica. Os teólogos protestantes é que tratam seu culto como reunião para memorar a Santa Ceia de Cristo com os apóstolos, mas não passam disso. Como disse, a teologia católica, na qual os católicos devem confiar mais, é muito mais profunda, pois sabe que a Santa Missa é mesma ação realizada na Cruz, naquele momento feliz para a humanidade onde Jesus, o Filho de Deus, entrgou-se livremente para nos salvar.

Um comentário:

Maria da Fé disse...

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