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quarta-feira, 19 de junho de 2013

Quarta-feira – 2Cor 9,6-11 Mt 6,1-6.16-18

XI Semana do Tempo Comum

Pe. Valderi da Silva

“Deus ama quem dá com alegria” (2Cor 9,7). Com estas palavras São Paulo nos mostra a grandeza da gratuidade, nos indica, pela ação do Espírito Santo, que será mais perfeito, ou seja, mais próximo da santidade, aquele que é capaz de dar com a leveza da alegria! Uma vez que sabemos que, um sinal visível de nossa união com Deus é o amor, saber-se amado por Ele, e que este amor é condição indispensável para a vida cristã, a doação de qualquer coisa aos nossos irmãos deve se tornar uma alegria, isto é, devo ficar alegre por saber que estou dando o necessário ao meu irmão, pois este ato de gratuidade é recompensado com o amor de Deus por mim. Isto é o motivo de nossa alegria. Deste modo, a gratuidade, a generosidade, são características essenciais do cristão, enquanto não a vivemos sempre faltará algo que complete nossa alegria em Deus, e que impossibilita a ação do verdadeiro amor de Deus em nossas vidas.

Compreendido isso, precisamos olhar atentamente para este evangelho, pois nele Jesus nos chama a percebermos, ou tomar cuidado, com a possível corrupção de nossas atitudes de generosidade e também de piedade.

Talvez fica claro a todos o que Nosso Senhor fala sobre não tentar se destacar somente para ser elogiado pelos demais. Em realidade, estas atitudes são típicas de quem não vive a humildade, e talvez, nem dê valor a esta virtude. Minhas atitudes de piedade e de generosidade para com meus irmãos devem estar envoltas por esta virtude, para que não aconteça de sentirmos a necessidade de mostrar ao outros que estamos sendo “bons”, “generosos”, “caridosos”, os hipócritas e fariseus fazem isso, diz o Senhor. Um cristão não agem assim, não precisa que o aplaudam pelo seus atos bons, mesmo sabendo que um ato bom deve ser imitado, deve ser exemplo. Não se trata de se esconder quando queremos dar algo a alguém, ou entrar na igreja para fazer alguma oração ou visita ao Ss. Sacramento. Se trata de não procurar e não pedir aplausos e elogios, não preciso subir num palanque e mostrar que estou sendo bom, generoso e piedoso. É a imensa diferença do verdadeiro cristão para o “cristão placebo”: é necessário SER piedoso, SER humilde, SER caridoso, SER generoso, e não se mostrar piedoso, se mostrar humilde, se mostrar caridoso, se mostrar generoso. Quando se entende esta diferença, e se procura viver como verdadeiro cristão, receberemos a recompensa de que fala Nosso Senhor, “teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa” (Mt 6,4).

Vivemos num mundo de aparências, em que a imagem exterior parece valer tudo na pessoa. Um cristão sabe que sua existência não é aparência, que é necessário viver por dentro, olhar para dentro, agir conforme o interior, pois é ali que, primeiramente, vemos o amor de Deus por nós.

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