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quarta-feira, 17 de abril de 2013

Quarta-feira – At 8,1b-8 Jo 6,35-40

III Semana do Tempo Pascal

Pe. Valderi da Silva

“Naquele dia começou uma grande perseguição contra a Igreja de Jerusalém” (At 8,1b). Assim começa esta primeira leitura tirada do livro dos Atos dos Apóstolos. Logo que percebeu-se que o seguimento a Jesus não cessaria com sua morte, as autoridades religiosas investiram num sufocamento do que imaginavam ser alguns resquícios de Jesus. Esta perseguição como todas que ocorrem na história da humanidade contra a Igreja de Cristo, é movida pelo incomodo que causa a realidade de permanência de Jesus Cristo na vida das pessoas, além de que isso, é motivo de auto-julgamento daqueles que não seguem a Cristo e que portanto se veem numa vida alheia a Vontade de Deus. É precisamente nestes dias que seguem a Ressurreição do Senhor que os discípulos começam a perceber que suas vidas foram mudadas para sempre por causa de Jesus. Será preciso tomar decisão a partir do momento em que conhecemos a Cristo e sua exigência, por levar corajosamente o modo de vida do mestre, sem temer a espada ou as injúrias. Podemos nos perguntar: encontramo-nos distantes desta necessidade de tomada de decisão por Jesus até o fim? Certamente que não, pois a Igreja de Cristo sempre será perseguida enquanto existir o mal no coração do ser humano, mal que os faz ver em Deus um adversário ou inimigo a ser combatido pois compromete seu modo de viver, compromete sua autossuficiência.Ressurreicao de Jesus

Jesus claramente insiste na afirmação de sua unidade com o Pai, pois é necessário que todos entendam que Ele e o Pai, o Deus que todos honram e confiam, são um só. Ao dizer que faz somente a vontade daquele que o enviou (cf. Jo 6,38) fala de si mesmo que juntamente com a pessoa divina do Pai, ama a humanidade e executa o plano de salvação. O cumprimento da vontade do Pai é de extrema necessidade para que se esteja em união com Ele, pois do contrário se cria uma dissonância, se cria um atrito, de modo que a união já não é mais perfeita. Por isso, Jesus obedece ao Pai também como sinal do que nós precisamos fazer para estar em perfeita união com Ele, pois do contrário estaremos vivendo numa defeituosa união com Deus gerando uma impossibilidade da vida divina em nós. Na pessoa de Jesus esta expressa toda a vontade de Deus para a humanidade, que todos sejam um com Ele, que possam viver sempre unidos a Ele, pelo pleno cumprimento da Sua vontade.

Vivendo este tempo pascal, logo lembramos de que a Ressurreição de Cristo, além de fundamental para nossa fé, é motivo de esperança na promessa de ressurreição de nosso corpo no último dia. Diz o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica: A ressurreição da carne/corpo “significa que o estado definitivo do homem não será apenas a alma espiritual separada do corpo, mas que também os nossos corpos mortais um dia readquirirão a vida” (203). Assim, não estamos aguardando viver eternamente uma vida puramente espiritual, mas uma vida eterna com corpo e alma, voltando a vida original do ser humano antes da queda para o mal.

A Igreja de Cristo, permanecerá em pé, levando a diante sua missão, por causa de seu Senhor, confiante na promessa da vida eterna. A nós cabe vivermos cada dia com muita intensidade de união com Deus, para Ele faça parte de nós e assim nos vá dirigindo em nossa peregrinação terrestre.

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