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quarta-feira, 24 de abril de 2013

Quarta-feira – At 12,24-13,5 Jo 10,44-50

IV Semana do Tempo Pascal

Pe. Valderi da Silva

A perfeita união de Jesus com o Pai é expressa várias vezes pelas palavras do próprio Senhor, sendo evidente que a insistência neste ponto é de muita importância para a pureza na fé em Jesus Cristo. Os evangelistas deixaram muito evidente que para eles também estava claro a importância desta união perfeita do Filho com o Pai, e por este motivo, vemos que cada evangelista faz várias menções a estas palavras de Jesus ao longo dos evangelhos.Jesus Cristo

Precisamente esta perfeita união de Jesus com o Pai é fundamento de sua autoridade divina, mas também de seu poder ao cumprir as promessas a cerca de nossa salvação e ressurreição da carne. Somente quem têm esta mesma vida que o Pai é capaz de transparecer a imagem do Pai em si mesmo, quando os outros o veem. Sabemos que Jesus é o próprio Deus, segunda pessoa divina da Santíssima Trindade, e que portanto não é menos nem mais que o Pai, mas igual a Ele em tudo. Sua condição de igualdade com o Deus Pai deve nos fazer olhar para Jesus não apenas com olhos humanos, que na maioria das vezes não consegue ver além de nossas próprias projeções. De fato, muitas vezes pensamos e vemos a Jesus como alguém superior mas não longe da humanidade simplesmente. Sem negar sua humanidade – a qual assumiu para nossa salvação! - precisamos ter esta consciência de que Ele é infinitamente mais e maior do que podemos conceber e que sua vida e ação é misteriosamente mais divina que nossa mente consegue captar.

Nossa visão do mundo e da vida concreta das pessoas pode nos afastar pouco a pouco desta clareza a cerca da divina realidade de Jesus Cristo. Por este motivo é tão necessário vez por outra, olharmos mais atentamente estas palavras de Jesus a cerca de sua vida com o Pai, e percebermos que Ele viveu, vive e viverá sempre de uma maneira inteiramente misteriosa a nossos olhos. O que conhecemos de Cristo é o que nos é revelado nos Santos Evangelhos, sendo daí que crescemos na aceitação de que Jesus Cristo é muito maior do que a imagem que podemos ter, que sua vida divina esta muito além da nossa concepção de vida que temos, que suas ações divinas estão muito além das maneiras que podemos imaginar. Claro que o que compreendemos da vida e ação de Cristo não esta completamente errado ou simplesmente incompleto, acontece que, fica-nos sempre evidente que nunca teremos o pleno conhecimento da vida divina de Jesus enquanto não vivermos plenamente com Ele, no Céu.

O que esta reflexão pode nos lucrar neste dia, é o fato da não acomodação acerca da ideia que se pode estar fazendo ou já ter sido feito de Jesus Cristo. Sabermos que Ele se revela na Escritura e que a Igreja é quem têm a autoridade e ciência para mostrar a verdadeira face de Jesus, é o que precisa sempre ser acrescentado em nossa fé, para não deixarmo-nos levar por erros ideológicos, sentimentalismos esquizofrênicos ou ceticismos absurdos. Também nos levar a compreender que o ser humano não foi criado para ser “deus”, mas para viver com Ele, sem a capacidade de igualar-se a Ele, tanto na vida como na sabedoria.

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