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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Mensagem para a Quaresma

MENSAGEM PARA A QUARESMA DE 2013

Pe. VALDERI DA SILVA

Queridos irmãos em Cristo Jesus.

1.Estamos vivendo mais um momento intenso da vida cristã, onde precisamos nos colocar inteiramente dentro da mensagem salvífica trazida por Nosso Senhor Jesus Cristo. Estando neste momento de Quaresma sempre é oportuno escolher passagens relevantes da Sagrada Escritura para fazer delas “ferramentas” para nossa reflexão e oração durante este tempo de graça que nos é oferecido. Não seria correto esquecermos que a quaresma não é um tempo isolado, que existe por si mesmo dentro do calendário litúrgico da Igreja, ela é uma longa preparação para o momento mais importante de nossa salvação: a paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo.

2.Justamente pensando na importante atitude de eleger algo da Sagrada Escritura para meditar e orar, julguei oportuno trazer algumas reflexões sobre o salmo 26, cantado na liturgia do segundo domingo da Quaresma. Os salmos são orações por excelência, por isso a oportuna escolha de um salmo para oferecer aos irmãos nesta Quaresma. Antes de falar sobre este salmo, ainda desejo exortar a vivermos esta Quaresma em profunda oração pela Santa Igreja, que diante de tempos cada vez mais vorazes, aparentam maior hostilidade a religião do que outrora.

O Senhor é minha luz e salvação; de quem terei medo? O Senhor é a proteção da minha vida; perante quem eu tremerei?

3.Dentro da esperança cristã esta a certeza aliviadora da proteção certa do Senhor, esta que não deixa que nos enveredemos na incerteza da selvageria do mal. Esperança esta que motiva o salmista a afirmar com grande fé que não existe nenhum mal possível que se deva temer diante de Deus. Em nossos dias é fácil percebermos a fragilidade das pessoas diante de situações que demonstram perigo. Pessoas que se sentem amedrontadas diante de coisas, pessoas e situações que nem sempre apresentam tanto risco. Mas o fato é que, mesmo não havendo perigo as pessoas facilmente se entregam ao medo, chegando a beira do pânico não somente social, mas também espiritual. É necessário lembrarmos que existe uma diferença entre dizer “não tenho medo” e dizer “não tenho coragem”. A primeira afirmação esta equivocada, pois todo ser psíquico, ou seja, que têm o mínimo de consciência e percepção, sente medo de algo, isto é tão natural como beber água. Agora, dizer “não tenho coragem” é manifestação de quem não sente-se seguro e isto em consequência de não ter segurança fora dela. O cristão sente medo como todo ser humano, mas têm a coragem necessária para tudo em nome do Senhor, pois sua fé dá-lhe a segurança da proteção divina, na pessoa de Jesus Cristo.

4.Tudo o que possa envolver-se em nossa vida esta sob a proteção do Senhor, isto evidentemente se O deixamos que seja a proteção de nossa vida. É como a luz, que esta sempre presente, mesmo quando aparenta-se que as trevas tomaram conta de tudo. O Senhor é nossa luz que ilumina a vida; que ilumina como vivê-la; que ilumina o trajeto que precorremos enquanto estamos nesta mundo. É nisto que está também a certeza de que nada precisamos temer durante o curso de nossa vida enquanto andamos sob esta luz. Luz que é a salvação, que nos resgata do desespero que possivelmente podemos cair quando nossa certeza balança de um lado para outro.

Ó Senhor, ouvi a voz do meu apelo, atendei por compaixão! Meu coração fala convosco confiante, é vossa face que eu procuro.

5.Nestes versículos encontramos o clamor da alma que anseia por depositar no Senhor toda a sua confiança, depositar Nele todo o cuidado. Nossa oração em tempo de Quaresma, precisa alinhar-se com este clamor do salmista, suplicar ao Senhor que não deixe de nos escutar, que desvie o olhar da nossa fraqueza e ouça nossa voz para contarmos sempre com seu auxílio. Algo que percebemos pelas palavras destes versículos é que nosso apelo ao Senhor precisa ser realizado com o mais profundo de nossa alma, do “coração”, pois é justamente neste tempo que nos é exigido ser autenticamente limpos, sinceros e extremamente honestos com o Senhor. Uma alma que busca realmente a Deus, sem a vaidade e o egoísmo corriqueiros no mundo de hoje, consegue falar honestamente com Deus, consegue esta confiança total no Senhor. Um tempo de conversão como é a Quaresma, precisa ser visto também como momento de confiança total em Deus, confiança que não me deixa esconder as misérias diante Dele, que não permite que o possível egoísmo e vaidade, assim como o orgulho falem mais alto, impedindo meu exercício quaresmal.

Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver na terra dos viventes.

6.Todo o nosso empenho neste “retiro espiritual” que é a Quaresma nos deve apontar para uma maior perfeição cristã, pois a cada dia nos é exigido um esforço maior para sermos fiéis a Deus e Seus Mandamentos. A terra dos viventes é o nosso fim, é a casa para onde naturalmente devemos entrar e morar eternamente. Junto de Deus verei claramente Sua bondade, Sua perfeição, algo que aqui buscamos com muito esforço vislumbrar, pois a sujeira do pecado nos impede de ver claramente a Deus e Sua promessa. A fé é algo que sempre será mencionado como fundamental, pois é a visão que nos permite ter a certeza do salmista, é a fé – o que vê no invisível – que é a veste necessária para ingressar na terra dos viventes. Estando no Ano da Fé, também aqui neste tempo quaresmal é necessário aprofundar nossa adesão a Deus em tudo o que nos revela sobre a necessidade do arrependimento dos pecados e conversão para Ele e Sua Palavra.

Espera no Senhor e têm coragem, espera no Senhor!

7.Como mencionava anteriormente, ter medo não significa falta de coragem. Precisamos entender isto de forma a não pensarmos que se existe o medo Deus não nos ajudará. O que precisamos fazer sempre é buscar a coragem que nasce da certeza no Senhor, como até agora vinha colocando. A coragem vai nascer enquanto for crescendo a segurança no Senhor, e esta só crescerá pelo entendimento e crescimento da fé no Senhor Jesus Cristo. Nada nos abalará enquanto estivermos firmes nesta certeza, nada nos amedrontará enquanto vencermos o mal pela coragem nascida da fé em Nosso Senhor Jesus Cristo.

8.Por fim, sempre é oportuno dedicar este tempo quaresmal para elaborar bons propósitos como cristão, sempre aliando-os as obras de caridade e misericórdia, além do que a Santa Igreja nos pede, como jejum e abstinência. Unindo-se a comunidade dos fiéis pelo mundo, empenhemo-nos em viver santa e frutuosamente esta Santa Quaresma.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

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