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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Sexta-feira – Is 29,17-24 Mt 9,27-31

I Semana do Advento

Pe. Valderi da Silva

Nesta primeira sexta-feira de Advento, o Evangelho apresenta-nos três personagens: Jesus no centro da cena, e dois cegos que se aproximam cheios de fé e com o coração esperançado. Tinham ouvido falar de Jesus, da sua ternura para com os doentes e do seu poder. Isto que ouviram Dele, estes traços que o descreviam, O identificavam como o Messias. Quem melhor que Ele podia dar a visão ao seu cargo?

Os dois cegos unem-se e, em comunidade, dirigem-se ambos a Jesus. Em uníssono fazem uma oração de petição ao Enviado de Deus, ao Messias, a quem chamam “Filho de Davi”. Querem, com a sua oração, provocar a compaixão de Jesus: «Tem compaixão de nós, filho de Davi!» (Mt 9,27).

(Do comentário de Fray Josep Mª MASSANA i Mola OFM [Barcelona, Espanha])

Nos dois cegos, temos a comunidade suplicante, que espera em Jesus o Messias poderoso que pode curar nossos males, de modo especial, nossa cegueira em relação a Deus e ao mundo. É conveniente ao mundo tentar nos afastar de Jesus, pois sabe que Sua proximidade a nós, nos tirará do torpor que nos impede de ver o que o entorpecimento do pecado impede.

Jesus interpela a fé destes dois cegos: «Acreditais que eu posso fazer isso?» (Mt 9,28). A atitude de aproximarem-se do Enviado de Deus é precisamente uma demonstração de que acreditam Nele. Não é diferente a nós, que desejamos nos colocar nas mãos de Deus, Todo-poderoso. Somos muitas vezes questionados novamente se acreditamos no poder do Filho de Deus, pois é fundamental para Sua intervenção junto de nós, a fé Nele. A uma só voz, os dois cegos, fazem uma bela profissão de fé, respondendo: «Sim, Senhor» (Mt 9,28). E Jesus concede a visão àqueles que já viam pela fé. De fato, após estas profissões de fé, podemos chegar a afirmar que não eram cegos completamente, pois a visão espiritual eram-lhes muito aguçada a ponto de ver o Messias sem o sentido do corpo. Esta é a visão que utilizamos hoje, ao ver o que nossos olhos corporais não veem, nossa fé vê o que para um descrente não existe, pois não possui o sentido da fé. Acreditar é ver com os olhos do nosso interior.

Podemos hoje, cantar como no antigo Hino do século IX para o Advento:

Que os olhos dos cegos,

Até aqui fechados à luz,

Aprendam então a romper as trevas da noite

Para se abrirem à verdadeira luz. [...]

Este tempo de Advento é adequado para nós procurarmos a Jesus com um grande desejo, como fizeram os dois cegos, em união com nossos irmãos, unidos na Igreja. Com a Igreja proclamamos no Espírito Santo: «Vem, Senhor Jesus» (cf, Ap 22,17-20). Jesus vem com o seu poder de abrir completamente os olhos do nosso coração, e fazer que vejamos, que acreditemos. O Advento é um tempo forte de oração: tempo para fazer oração de petição e, sobretudo, oração de profissão de fé. Tempo de ver e de acreditar.

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