Destaque:

El centenario de las apariciones de la Virgem Maria en Fatima

Rosa Caroline Crespo Fernández Valderi da Silva En su visita al santuario de Fátima en 1982, San Juan Pablo II proclamaba que "a ...

Você escolheria a Monarquia como melhor sistema de governo para o Brasil?

sábado, 1 de dezembro de 2012

Sábado – Ap 22,1-7 Lc 21,34-36

XXXIV Semana do Tempo Comum

Pe. Valderi da Silva

Hoje, último dia do Tempo Comum, Jesus adverte-nos com clareza meridiana sobre a sorte da nossa passagem por esta vida. Se nos empenhamos, obstinadamente, em viver absorvidos pelos afazeres imediatos da vida, chegará o último dia da nossa existência terrena tão de repente que a própria cegueira da nossa gula nos impedirá de reconhecer o mesmíssimo Deus que virá para levar-nos à intimidade do Seu Amor infinito. Será qualquer coisa como o que ocorre com um menino malcriado: está tão entretido com os seus brinquedos, que no final esquece o carinho dos seus pais e a companhia dos seus amigos. Quando se dá conta, chora desconsolado pela sua inesperada solidão. Esta solidão é o distanciamento eterno de Deus, lugar para onde o Senhor deseja nos afastar, pois não fomos criados para lá, mas para estar junto Dele. Será tão trágico este “dar-se conta da solidão” que não haverá mais volta, não haverá mais arrependimento e nem possibilidade de conversão, é por este motivo que buscamos arrependimento e conversão ainda aqui.

O antídoto que Jesus nos oferece é igualmente claro: «ficai atentos e orai a todo momento» (Lc 21, 36). Vigiar e orar… O mesmo aviso que deu aos seus Apóstolos na noite em que foi traído. A oração tem uma componente admirável de profecia, muitas vezes esquecida na pregação, ou seja de passar de mero “ver” a “observar” o quotidiano na sua mais profunda realidade. Como escreveu Evágrio Pôntico, «a vista é o melhor de todos os sentidos; a oração é a mais divina de todas as virtudes». Os clássicos da espiritualidade chamam-lhe “visão sobrenatural”, olhar com os olhos de Deus. Ou o que é o mesmo, conhecer a Verdade: de Deus, do mundo, de mim próprio. Os profetas foram, não só os que “pregaram o que haveria de vir”, mas também os que sabiam interpretar o presente na sua justa medida, alcance e densidade. Resultado: souberam reconduzir a história, com a ajuda de Deus.

Nas palavras de Santa Teresinha do Menino Jesus, encontramos a ardente desejo de quem conscientemente conhece a Verdade, vê com esta visão sobrenatural o mundo e a si mesmo:

“Desejo cumprir na perfeição a Vossa vontade e chegar ao degrau de glória que me preparastes no Vosso Reino; numa palavra, desejo ser santa, mas sinto a minha impotência e peço-Vos, ó meu Deus, que sejais Vós mesmo a minha santidade.”

(Acto de oblação ao Amor misericordioso)

É a oração de quem procura nesta vida crescer na perfeição através da oração e da vigilância, para o Dia do Senhor.

Por vezes lamentamos tantas vezes da situação do mundo. – Onde iremos parar? Dizemos. Hoje, que é o último dia do Tempo Comum, é dia também de resoluções definitivas. Quem sabe, já está na hora de mais alguém estar disposto a levantar-se da sua embriaguez do presente e pôr mãos à obra de um futuro melhor, algo que começa pela minha própria lucidez espiritual.

_____________________________

Adaptação do comentário do dia do Rev. D. Antoni CAROL i Hostench (Sant Cugat del Vallès, Barcelona, Espanha).

Nenhum comentário: