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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Nossa Senhora de Guadalupe

Gl 4,4-7 Lc 1,39-47

Pe. Valderi da Silva

Queridos irmãos e irmãs.

Nesta data, festejamos uma das mais esplendidas aparições de Nossa Senhora a seus filhos. Em um momento da história de nosso continente americano, recém-conquistado – meados de 1530 -, num povo simples chamado de Tepyac (perto da capital do México), Maria se manifesta a um pequeno nativo que fora educado no cristianismo, chamado Juan Diego. Sua aparição foi diferente das demais pois deixou uma prova contundente e até hoje inquestionável de sua veracidade: o manto que servia de poncho para o pequeno Juan Diego, com a gravura de sua imagem. Esta imagem é extraordinária, pois é a primeira e única não realizada por mãos humanas, deixando-nos crer que é o verdadeiro rosto de Nossa Senhora, já que foi ela quem o gravou neste manto.

Como em todas as memórias que fazemos de Nossa Senhora, precisamos nos apoiar nas palavras da Sagrada Escritura, pois é delas que aprendemos mais sobre a dignidade e missão de Maria Santíssima.

«Ao chegar a plenitude dos tempos, Deus enviou o Seu Filho, nascido de mulher» (Gl 4, 4). O que é a plenitude dos tempos? A partir da perspectiva da história humana, a plenitude dos tempos é uma data concreta. É a noite em que o Filho de Deus veio ao mundo em Belém, segundo o que foi anunciado pelos profetas, como escutamos [no profeta Isaías]: «Por isso, o mesmo Senhor por sua conta e risco vos dará um sinal: Olhai: A jovem está grávida e dará à luz um filho, por-lhe-á o nome de Emanuel» (Is 7, 14). Estas palavras, pronunciadas muitos séculos antes, cumpriram-se na noite em que veio ao mundo o Filho concebido, por obra do Espírito Santo, no seio da Virgem Maria.

O nascimento de Cristo foi precedido pelo anúncio do anjo Gabriel. Depois, Maria foi à casa da sua prima Isabel para se pôr ao seu serviço. O evangelista Lucas recordou-no-lo, colocando diante dos nossos olhos a insólita e profética saudação de Isabel e a esplêndida resposta de Maria: «A minha alma glorifica ao Senhor e o meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador» (1, 46- 47). Estes são os acontecimentos a que se refere a liturgia de hoje.

A leitura da Carta aos Gálatas, por sua vez, revela-nos a dimensão divina desta plenitude dos tempos. As palavras do apóstolo Paulo resumem toda a teologia do nascimento de Jesus, com a qual se esclarece ao mesmo tempo o sentido dessa plenitude. Trata-se de algo extraordinário: Deus entrou na história do homem. Deus, que é em Si mesmo o mistério insondável da vida; Deus, que é Pai e, desde a eternidade, Se reflete a Si mesmo no Filho, consubstancial a Ele e pelo Qual foram feitas todas as coisas (cf. Jo 1, 1.3); Deus, que é unidade do Pai e do Filho no fluxo de amor eterno, que é o Espírito Santo.

Apesar da pobreza das nossas palavras para expressar o mistério indescritível da Trindade, a verdade é que o homem, a partir da sua condição temporal, foi chamado a participar desta vida divina. O Filho de Deus nasceu da Virgem Maria, para nos outorgar a filiação divina. O Pai infundiu nos nossos corações o Espírito de Seu Filho, graças ao Qual podemos dizer: «Abbá, Pai» (cf. Gl 4, 4). Eis aqui, pois, a plenitude dos tempos, que culmina toda a aspiração da história e da humanidade: a revelação do mistério de Deus, entregue ao ser humano mediante o dom da adoção divina.

A plenitude dos tempos a que se refere o Apóstolo está relacionada com a história humana. De certo modo, ao fazer-Se homem, Deus entrou no nosso tempo e transformou a nossa história em história de salvação. Uma história que abrange todas as vicissitudes do mundo e da humanidade, desde a criação até ao seu final, mas que se desenvolve através de momentos e datas importantes. Momentos e datas que são partes de nossas vidas, pois nossa história pessoal é parte da história da humanidade, e por isso, ingressa também na história da salvação.

Em Cristo obtemos o que tanto necessitamos. Ele deixou-nos Sua mãe como auxílio seguro e eficaz diante de nossa fragilidade. Nunca duvidemos de pedir Sua poderosa intercessão.

A ti, Virgem de Guadalupe, Mãe de Jesus e nossa Mãe, todo o carinho, honra, glória e louvor contínuo dos teus filhos e filhas. Amém.

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*Adaptação da Homilia do Beato João Paulo II, na Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe. Cidade do México, 23 de janeiro de 1999.

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