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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Quinta-feira – Ef 6,10-20

XXX Semana do Tempo Comum

Pe. Valderi da Silva

Paulo, antes da conversão perseguidor implacável da Igreja de Cristo, agora é defensor desta que um dia perseguiu. Com grande ânimo, dirige palavras enriquecedoras a todos os cristãos de hoje, para que em meio a este mundo aparentemente “inocente”, calmo e tranquilo, saibamos identificar o inimigo e perceber que suas armas estão constantemente apontadas para a vida na graça dos cristãos. Seu objetivo como inimigo sagaz de Cristo, é destruir pouco a pouco a vida reta dos cristãos, transformando-os assim, em peões de seu jogo bem organizado em atacar a Cristo.Gladiador

Como filhos de Deus, irmãos de Cristo e membros da Igreja, somos convocados não somente a aderir piedosamente ao que o Senhor nos ensina em Seu evangelho, mas a usar tudo o que do Senhor conhecemos da Verdade e defender valentemente aquilo que sabemos ser indiscutivelmente verdadeiro. O demônio, pai da mentira, artífice da discórdia, semeador de separação e instigador da desobediência, nunca descansa em seu labor maligno para nos ver cada vez mais longe de Deus, pois é assim que ele pretende sempre ferir aquele que sabe não poder derrotar. É por isso que somos presas tão procuradas por ele, pois caminho para que o mal possa atingir seu objetivo: corromper a obra de Deus.

Paulo, já na prisão (cf. Ef 6,20a), anima os cristãos de como se revestir para esta batalha espiritual. Revestindo-nos da armadura de Deus, cingindo nossos rins com a verdade, colocando sobre nós a couraça da justiça e calçando os pés com o Evangelho da Paz. Tendo empunhado no ser o escudo da fé e colocando o capacete da salvação. Nosso gládio deve ser o espírito cristão, repleto do amor, da verdade e da justiça de Cristo (cf. Ef 6,13-17).

Assim nos tornamos como que legítimos gladiadores de Cristo, homens e mulheres sem medo de defender a verdade e a justiça, filhos de Deus sem receio de levantar a voz contra as faláceas de um mundo que pretende ser cada vez mais agnóstico e pretensiosamente ateu. Um mundo que cada vez mais se coloca nas mãos deste pai da mentira, articulador do mal, que sorrateiramente consegue se infiltrar nos corações mais negligentes e indiferentes a Deus e a realidade espiritual do ser humano.

Precisamos urgentemente se levantar, ficar apostos. Precisamos urgentemente se erguer diante de todos como verdadeiros filhos de Deus, membros desta Igreja de Cristo, objeto visível de ataques constantes destes que se entregaram nas mãos do demônio e que inconscientemente estão por fazer seu jogo. Neste batalha, nunca pode faltar a estes filhos de Deus, a oração como arma fundamental e extremamente necessária, mas principalmente, a indiferença ao medo que isto pode nos causar.

Possamos dizer com São Paulo, “possa eu... proclamá-lo com toda a ousadia” (Ef 6,20).

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