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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Quarta-feira – Fl 2,12-18 Lc 14,25-33

XXXI Semana do Tempo Comum

Pe. Valderi da Silva

A leitura de hoje, tirada da carta de São Paulo aos Felipenses, esta em perfeita sintonia com a mensagem de Jesus no evangelho desta liturgia da Palavra.

Paulo nos evidencia o quanto é fundamental o cuidado com a oscilação da fé diante da oscilação externa, ou seja, diante da mudança nas coisas e pessoas que nos rodeiam. Fundamental é essa fortaleza do cristão em saber que mesmo os tempos sendo propícios ou adversos ao exercício da fé é de extrema necessidade a conservação do que um dia recebemos e aderimos. Isso não é somente importante porque seremos obedientes a Deus, mas também porque estaremos livres de ambiguidade (cf. Fl 2,15), com uma vida coerentemente levada a cabo pela verdade revelada.

Esta conservação da fé recebida e compreendida, será possível diante de uma prática irrepreensível da vida cristã, sem conformidades e falsos “enxertamentos” dos costumes atuais, que muitas vezes nascem de uma má compreensão do mundo, do homem e de Deus. Facilmente percebe-se que muitos que deixam-se viver mais conforme a ditadura da realidade atual, não conseguem mais ver a necessidade de aceitar a fé e muitos menos a fundamental vida cristã. Isto tem consequências muito sérias como a relativização do pecado e seus efeitos, dando as pessoas desculpas convenientes para não mais buscarem a santidade de vida.

Esta consciente necessidade de conservar a fé recebida e aderida, se vê principalmente no evangelho, onde Jesus nos evidencia a insensatez daquele que quer buscar a Deus mas não se desprende de tudo aquilo que o deixa preso ao mundo. É como servir a dois senhores (cf. Mt 6,24), esperando que cada um deles o recompense por sua fidelidade aos dois, mesmo no fundo sabendo que não se pode ser fiel a dois senhores.

Quem deseja ser discípulo de Cristo? Compreendendo que ser discípulo de Cristo é estar “atrás” Dele, segui-Lo aonde for, para que onde Ele esteja também nós estejamos, penso que todos que reconhecem em Jesus o Filho de Deus, vão desejar ser discípulo deste Cristo. Mas mesmo desejando, muitos podem não ter a consciência deste esforço de que fala Paulo e desta exigência que Jesus nos revela neste evangelho. É preciso evidenciar cada vez mais que não se pode conformar as exigências evangélicas ao gosto da sociedade, é preciso inebriar a sociedade com a mensagem evangélica sem a desfigurá-la. Não se pode deixar surgir uma caricatura do cristianismo, pois é contra este tipo de atitude que Jesus se manifesta: “quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo” (Lc 14,27).

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