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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Apresentação de Nossa Senhora no Templo

Zc 2,14-17 Mt 12,46-50

Pe. Valderi da Silva

Neste dia temos a memória da Apresentação de Nossa Senhora no Templo. Esta festa é muito valorizada principalmente no Oriente onde desde os primeiros séculos do cristianismo se firmou a compreensão de Maria como verdadeiro templo do Senhor, por isso lá a aceitação da Mãe de Deus (Theotókos), já vingou como certeza mesmo antes da definição oficial. Esta celebração nos fala de Maria, mas diretamente nos fala de Jesus Cristo. Maria como Mãe de Deus sempre será a portadora de Deus, aquela que esta ligada intimamente com o Filho que gerou em seu ventre. Por este motivo nunca se poderá falar de Maria sem falar do Senhor.

Esta memória que a Igreja celebra não encontra fundamentos explícitos nos Evangelhos Canônicos, mas algumas pistas no chamado “proto-evangelho” de Tiago ou História do nascimento de Maria. A validade do acontecimento que lembramos possui real alicerce na Tradição que a liga à Dedicação da Igreja de Santa Maria Nova, construída em 543, perto do templo de Jerusalém.

Os manuscritos não canônicos, contam que Joaquim e Ana, por muito tempo não tinham filhos, até que nasceu Maria, cuja infância se dedicou totalmente, e livremente a Deus, impelida pelo Espírito Santo desde sua concepção imaculada. Neste exemplo dos pais de Maria, todas os pais deveriam ver a importância da consagração, desde a mais tenra infância, de seus filhos a Deus, como que os colocando desde cedo aos cuidados daquele que é o doador da vida e dos dons.

Tanto no Oriente, quanto no Ocidente observamos esta celebração mariana nascendo do meio do povo e com muita sabedoria sendo acolhida pela Liturgia Católica, por isso esta festa aparece no Missal Romano a partir de 1505, onde busca exaltar a Jesus através daquela que muito bem soube isto fazer com a vida, como partilha Santo Agostinho, em um dos seus Sermões:

"Acaso não fez a vontade do Pai a Virgem Maria, que creu pela fé, pela fé concebeu, foi escolhida dentre os homens para que dela nos nascesse a salvação; criada por Cristo antes que Cristo nela fosse criado? Fez Maria totalmente a vontade do Pai e por isto mais valeu para ela ser discípula de Cristo do que mãe de Cristo; maior felicidade gozou em ser discípula do que mãe de Cristo. E assim Maria era feliz porque já antes de dar à luz o Mestre, trazia-o na mente".

É precisamente pela fé no Mistério da Encarnação que podemos aderir a Tradição de que mesmo antes de ser chamada por Deus a maternidade divina, já era toda dedicada ao Senhor, toda ofertada a Ele, como em uma consagração total de seu ser. Seus pais a levaram ao Templo, certamente por verem nesta filha, milagrosamente concebida, um sinal de que Deus operaria algo grandioso em sua vida, mesmo na incerteza do que seria tal obra. Concordando com Santo Agostinho, não seria até sensato imaginar a vida santa que levou Maria desde sua infância para que chegasse a ser escolhida entre todas para ser a Mãe de Deus?

Nesta cena da apresentação de Maria no Templo, vemos o exemplo da consagração a Deus daqueles que sabem-se chamados à santidade. Mas será que podemos nós chegar a tal consagração? Não como Maria a fez, mas podemos assemelharmo-nos a ela na intenção pura e eficaz de dizermos não às garras do mundo e colocarmo-nos inteiramente nas mãos de Deus.

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