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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Sexta-feira – Ef 4,1-6 Lc 12,54-59

XXIX Semana do Tempo Comum
Valderi da Silva
A perseverança naquilo que de Cristo recebemos é fundamental para não cairmos pelo caminho de nossa fé. São Paulo se dirige a todos nós quando exorta para que tenhamos firmeza ao decidirmos andar no caminho da vocação que recebemos de Cristo, fala certamente daquela vocação universal a todos: a santidade.
É preciso ter em conta estas palavras de São Paulo, que nos fazem lembrar o quanto o sentido de unidade e de firmeza são importantes no tocante as verdades que de Cristo aprendemos. Aprendemos somente uma verdade, que não nos permite relativizar nossos princípios, repartindo eles entre outras supostas verdades. Existe um só Batismo, ou seja, existe uma só porta para a vida em Cristo. É precisamente através dele que podemos ingressar na graça de Deus, excluindo a possibilidade de que Deus tenha permitido dois modos conhecidos para esta graça. Do mesmo que há um só corpo e um só espírito, há uma só esperança (cf. Ef 4,4) para a qual todos são chamados, esperança que necessariamente todos precisam ter, apesar de não se impôr uma esperança a alguém. Esta esperança nasce da fé, nesta adesão pessoal a Cristo e Sua revelação. Esta esperança nasce também do convívio com Cristo, fazendo Dele um hospede permanente no interior de nossos corações.
Esta fé firme e clara é importante para o nosso caminhar neste vida, já que encontramos muitas contrariedades no percurso, desde fatalidades que nos chocam até forças opostas a Deus querendo nos ver longe daquilo que aprendemos da Verdade revelada. E nisto vemos a importância expressa nas palavras de Jesus neste evangelho, pois somente com uma fé clara, firme e decidida, que sabe onde recorrer, que sabe qual é a fonte da sabedoria e do discernimento, que se pode superar a cegueira que nos impede de “ler os sinais” que Deus nos oferece. Mas não somente isso, ver na vida humana, no quotidiano, os sinais de como o próprio ser humano contemporâneo vive longe de Deus e qual o empecilho maior para este retorno a Ele.
O Concílio Vaticano II entendeu este dever do cristão em seu tempo, quis deixar claro a toda a Igreja que não se pode ficar alheio aos acontecimentos ao nosso redor que mudar a cara da própria fé cristã. Não que devemos nos moldar as realidades exteriores, não que a fé deva adaptar-se as coisas mundanas, mas deve-se perceber a realidade externa, e ver como não deixá-la pagã, ou seja, sem o espírito da fé cristã, sem a presença de Deus.
Estamos no mundo, mas não somos do mundo. Estamos aqui e vivemos aqui, mas não cabe ao cristão que busca a santidade, busca estar com Deus, se moldar pelas diversas facetas do mundo. Nossa única maneira de agir é a de Cristo, nosso único modo de falar é o de Cristo, nosso único modo de pensar é o de Cristo. O mundo, em realidade, deseja ver os cristãos agindo assim, para que não se deixe o mal reinar sobre ele, mas somente o Criador.





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