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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Sexta-feira – Ef 1,11-14 Lc 12,1-7

XXVIII Semana do Tempo Comum

Pe. Valderi da Silva

Somos de Cristo, pois foi Ele quem nos comprou com Seu sangue. São Paulo lembra a comunidade dos Efésios que é em Cristo que recebemos “nossa parte” (cf. Ef 1,11), Nele é que recebemos o que a nós compete para a vida no mundo e a vida eterna junto de Deus. É somente de Cristo que devemos ouvir as palavras de orientação para nossa vida, pois ele é a fonte da vida e da verdade.

É do Senhor que recebemos tudo, até mesmo a inspiração para o reto proceder diário. Dele recebemos o Espírito Santo, que nos anima e inspira na caminhada terrena, para que não nos afastemos da senda que nos direciona a Deus. Enfim, é em Jesus Cristo que encontramos tudo para a vida humana, algo que pode ser colocado em dúvida por aquele espírito modernista, que não aceita ter um ponto fixo donde provêm toda a verdade e toda a razão de viver. É próprio do pensamento moderno – relativista e nihilista – não aceitar em conformar-se com a Verdade real e única. Podemos perceber este mal pensamento em muitos cristãos ao mostrar uma atitude de relutância, consciente e veementemente, quando se trata de aceitar algo tirado da verdade revelada a nós por Jesus Cristo.

Por este motivo, a fé cristã se opõe taxativamente ao pensamento relativista e nihilista, pois a fé sabe-se serva da verdade ao contrário do pensamento modernista que pretende ser ele o fazedor da verdade, colocando ela como sua serva.

Penso que com este pensamento, podemos hoje olhar para este evangelho, onde Cristo nos apresenta o cuidado que devemos ter para não nos alimentarmos com o “fermento dos fariseus”, não nos alimentarmos com o pensamento torpe e que tão facilmente pode levar um espírito cristão a negar sutilmente sua própria fé. Em realidade, percebemos que Nosso Senhor, nos mostra o quanto uma atitude como a dos fariseus é tola e sem perspectiva de sucesso, pois quem se desvia da verdade acaba na mentira, e não a mentira que um dia não venha a ser desmascarada, assim como “não há nada de escondido que não venha a ser revelado” (Lc 12,2).

Jesus neste evangelho além de mostrar o quanto é vão aquele que segue pelo caminho da falsidade e da negação da Verdade, também nos anima a não temer os males que possivelmente podem acometer aqueles que não cedem as tentadoras insídias destes pensamentos alheios a verdade revelada: “não tenhais medo daqueles que matam o corpo não podendo fazer mais do que isto” (Lc 12,4). Mas imediatamente também acrescenta que devemos temer outro mal que pode nos ferir fatalmente: “vou mostrar-vos quem deveis temer: temei aquele que, depois de tirar a vida, tem o poder de lançar-vos no inferno” (Lc 12,5).

Um cristão consciente de sua plena confiança em Deus, sabe-se feliz por estar diante da verdade revelada, algo não relativo nem corruptível, que não nos oprime nem escraviza. Algo que, justamente por ser livre, nos faz viver, sem medo dos padecimentos, pois sabe que a vida verdadeira esta por vir.

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