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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Quarta-feira – Jó 9,1,-12.14-16 Lc 9,57-62

XXVI Semana do Tempo Comum

Pe. Valderi da Silva

A leitura do Livro de Jó nos apresenta um reconhecimento da onipotência de Deus. Jó é aquele ser humano que é capaz de reconhecer em Deus a justiça autêntica, a verdade incontestável e aquele que têm o poder necessário para criar até as estrelas do céu.

Nas palavras de Jó “como poderia o homem ser justo diante de Deus?” (Jó 9,2), encontramos a realidade do nosso débil senso de justiça diante daquele que é o fundamento de toda a justiça conhecida. Evidentemente que, Deus é o fundamento da verdadeira justiça, aquele que não é isenta de conveniências e protecionismos, que não se macula com a desonestidade e interesses, causa da verdadeira injustiça entre os homens. Por isso, Jó sabiamente se questiona como o ser humano pode se achar justo diante de Deus, a justiça “personificada”, visto que nele não há estas machas que presenciamos na justiça dos homens. Se um homem é capaz de agir com esta justiça humana, débil e tendenciosa ao mal, concluímos que todos os homens têm seu senso de justiça muito frágil, muito inclinado a não agir com a justiça de Deus. É precisamente por isso, que Jó ainda se diz incapacitado de argumentar diante de Deus, pois certamente seria desarmado e desmentido.

Neste sentido, vemos que Jó fala da justiça perfeita de Deus, que não lhe permite ousar ser justo diante Dele, e por isso, argumentar em seu favor, uma total confiança no Senhor, um total abandono nas mãos de quem verdadeiramente age com a pureza da justiça.

Destas palavras de Jó, podemos também perceber que testemunha ser Deus a verdade que não se consegue contestar. Não é seu objetivo demonstrar a existência de Deus, algo já pressuposto, fala mais provavelmente assentado sobre a certeza de que toda a verdade existente vêm Dele, tudo que é bom e belo no mundo, necessariamente vêm daquele que é a Verdade. Em Sua obra criada vemos as estrelas, o sol e as montanhas (cf. Jó 9,9-10), obras prodigiosas de Sua mão, algo belo aos olhos, bom por natureza e existente, pois o podemos comprovar, sendo deste modo algo verdadeiro. Se é algo verdadeiro e vem das mãos Deus, então Deus é a Verdade que cria constantemente o mundo, esta sempre presente em nossa vida diária. Aqui já mencionamos seu poder exclusivo de criador de tudo o existente, visto suas maravilhas e prodígios que o mesmo Jó cita neste leitura.

Jó é o exemplo mais claro que podemos ter de abandono confiante nas mãos de Deus. Não um abandono cego e ingênuo, mas consciente, com pleno conhecimento de quem é Deus, de como Ele age, de como Ele se manifesta sutilmente, muitas vezes, pois esta sempre presente, zelando e criando suas maravilhas.

Nos direcionando para o evangelho de hoje, somos convidados a ver nestes convites de Jesus a segui-lo, um pressuposto necessário. É preciso ter algo de Jó para poder dar estar resposta esperada pelo Senhor. Se percebemos bem, Jesus faz três chamados, a três pessoas diferentes. O evangelho não nos deixa claro se eles fizeram o que Jesus pediu e O seguiram realmente, mas o evangelista quer destacar a exigência no seguimento a Jesus, exigência que não nos pede mais do que podemos fazer, apenas deixar de lado aquilo que convencionalmente adotamos em nossas culturas ou coisas de família. Quem quer seguir Jesus de modo completo deve estar consciente que nada o pode retardar na resposta, nada o pode fazer questionar se vale ou não em conta deixar tudo e seguir a Cristo. Por isso da necessidade de se ter um pouco da confiança e do abandono de Jó, que não hesita em dar tudo o que Deus pede, de fazer tudo o que Ele pede, pois sabe que esta respondendo àquele que é o justo dos justos, que sempre age na verdade e no bem.

Com esta atitude é mais fácil seguir a Cristo onde quer que Ele vá (cf. Lc 9,57).

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