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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Quarta-feira – Gl 2,1-2.7-14 Lc 11,1-4

XXVII Semana do Tempo Comum

Pe. Valderi da Silva

Nesta leitura da carta de São Paulo aos Gálatas encontramos um relato de Paulo sobre dois pontos importantes de sua afirmação como apóstolo do Senhor. O primeiro, visivelmente é a comunhão com os demais apóstolos escolhidos por Jesus, especialmente Pedro, a quem se dera as Chaves do Reino, o colocando como o 'primeiro entre os iguais'.

Esta comunhão com os demais apóstolos é fundamental para a permanente ação de Paulo entre os pagãos, os quais já estava evangelizando. Paulo tanto sabe disso que sente a necessidade urgente de seguir a Jerusalém para se encontrar com os apóstolos reunidos, para expor-lhes a doutrina que anunciava aos pagãos, e assim, averiguar se não estava correndo em vão (cf. Gl 2,2), para ter a certeza de que pregava o evangelho de Cristo e não o “seu”. Esta confirmação lhe assegurava uma autenticidade junto àqueles que foram incumbidos de anunciar a realização da “família de Cristo”, de anunciar a Verdade e a justiça. Por este motivo também, que escutamos Pedro lhe recomendar que nunca esquecesse dos pobres (cf. Gl 2,10), pois é princípio do cristianismo o auxílio aos necessitados.

O que não pode ser ignorado deste texto é o reconhecimento dos demais apóstolos da graça dada a Paulo (cf. Gl 2,9). Tanto Pedro como os demais, enxergaram em Paulo alguém escolhido pelo próprio Senhor para levar o Evangelho também àqueles que não nasceram os cresceram judeus. Neste momento, cresce a universalidade autenticada pela Igreja nascente, pois aquelas colunas desta Igreja (cf. Gl 2,9) apoiaram e ajudaram nesta evangelização de todos os povos.

Nestes versículos de 1 a 7, percebemos as três notas (propriedades) fundamentais da Igreja: sua UNIDADE, sua UNIVERSALIDADE e sua APOSTOLICIDADE. Una na necessidade de Paulo em conformar seu discurso com os dos demais apóstolos, e aqui aparece a Apostolicidade, justamente porque é fundada sobre estas colunas, como Paulo mesmo fala. E por fim a Universalidade, presente na confirmação de todos os apóstolos a respeito da evangelização dos pagãos.

A partir do versículo 11, percebemos algo que pode nos parecer contraditório, mas que na verdade faz parte do cristianismo, a correção fraterna. Em realidade é o exercício da caridade, característica essencial do cristão. Paulo percebeu que Pedro estava sendo conduzido a uma atitude hipócrita ao dissimular na presença dos demais apóstolos, quando não mais quis se sentar a mesa dos pagãos que possivelmente inciavam sua conversão (cf. Gl 2,12). A atitude de Paulo deve ser vista como de alguém decido e corajoso em viver a verdade e a caridade, algo que não deixa que escrúpulos e o possível respeito humano, impeçam a correção de algo inadequado ao viver cristão. Pedro estava agindo mal, e Paulo, por força da caridade e fidelidade a verdade, que nos deve mover a coerência, o advertiu quanto a isso, opondo-se a Padro abertamente (cf. Gl 2,11).

O que nos deve ser primordial é perceber que tudo nos vêm do Senhor. A graça nos vêm Dele, assim como Paulo a reconhecesse (cf. Gl 2,2.9). Precisamos pedir só Senhor que nos dê a Sua graça, e fazemos isso muito vem na oração. Neste evangelho Jesus ensina os discípulos a rezar, dá-lhes o meio para solicitar a graça divina, e diz-lhes as palavras certas para pedir o que necessitam.

Rezemos e ouçamos as palavras de Cristo que hoje rezamos.

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