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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

São Francisco das Chagas: homilia do primeiro dia da novena

São Francisco e o amor à Igreja”

Homilia do 1º dia da Novena, pelo Pe. Valderi da Silva

Reitoria de São Francisco das Chagas

Paranaguá / PR

07 de setembro de 2012

Caríssimos irmãos e irmãs.

Louvemos a Deus pela vida de São Francisco, assim como este mesmo servo de Deus O louvava pelas maravilhas que o Todo-poderoso realizou na criação.

“Te louvamos, Pai amoroso, que não deixas de perceber a necessidade espiritual de Teu povo, pois nos vês viver muitas vezes, longe de Ti”.

Francisco, certamente sabia, que para amar é necessário o reconhecimento, ou seja, não basta apenas se contentar com o “saber”, mas é condição necessária ao amor, além de saber, “reconhecer”. Francisco reconhecia nas obras de Deus em favor de Seu povo sua presença, não real como é na Eucaristia, mas sua presença pelo simples fato de terem saídas de Suas mãos, assim lhe era até fácil amar a toda criação.

Mas este conhecimento e reconhecimento, movia necessariamente, Francisco a “amar a Esposa de Cristo”, a Igreja. Isto nos faz pensar onde ele reconhecia a Igreja para poder amá-la? Simples de responder a quem conhece razoavelmente a vida deste santo: no amor a Cristo, a tudo surgido Dele, assim como é a caridade com os pobres, o serviço aos irmãos e principalmente na obediência a esta estrutura visível que é a Igreja.

Em Francisco vemos que uma vida santa dentro da Igreja só é possível amando esta Esposa de Cristo. Seria-nos impossível ver concordância em um cristão que ao mesmo tempo diz buscar a santidade de vida e também diz não concordar com o que esta Igreja pede, como vivência em Deus. De fato, alguns não falam abertamente e publicamente, mas vivem como alguém que faz juras de amor hipocritamente, pois falam com a boca, mas sua vida fala o contrário.

Com Francisco aprendemos que amar a Igreja de Cristo é amar o próprio Cristo, é ver em cada pronunciamento, em cada ato litúrgico, em cada preceito estabelecido, na voz de seus pastores, aquilo de que Cristo mesmo podemos receber. Amar a Igreja como Francisco pode ser o que nos falta para vermos o que ainda não vemos, para poder verdadeiramente amar.

Nos fatos da vida de Francisco percebemos esta compreensão do relacionamento pessoal de cada cristão para com a Igreja. Durante um longo período, principalmente no início de sua atividade apostólica, percebemos o quanto foi-lhe necessário esta compreensão de amor a Igreja, para que pudesse receber calmamente tantos olhares desconfiados dos próprios membros da Esposa de Cristo. É justamente, porque a via misticamente, que sabia ser Cristo falando-lhe mesmo na incompreensão e desconfiança recebida.

Como amar a Igreja hoje? Podemos lembrar da própria vida de São Francisco. Ele não apenas dizia abertamente amar a Igreja, mas falava com sua vida, principalmente, com sua postura diante do mistério da Igreja. De fato, com sua atitude de obediência mostrou mais amor a Esposa de Cristo do que muitos escritos que poderia ter nos deixado. Em verdade, deste santo devemos ver a eloquência de sua atitude caridosa com todos os filhos de Deus, pois estes “todos”, de forma direta e indireta, formam a Igreja de Cristo, sendo assim que, amá-los é amar também a Igreja, tudo porque se ama a Cristo.

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