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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

O exorcista Padre Amorth denuncia: «Dentro do Vaticano também há satanistas»

O sacerdote italiano Gabriele Amorth, um dos exorcistas mais respeitados do mundo, não tem papas na língua: « Temos muitíssimos sacerdotes e bispos que já não crêem em Satanás », assegura.Pe Gabrielle Amorth [exorcista]

Aos seus 85 anos, acaba de publicar suas memórias, nas quais alerta contra a presença de seu maior inimigo fora e dentro da Igreja. Assim o corrobora em uma recente entrevista ao diário italiano « Il Foglio » : « Muitos prelados não crêem no demônio e inclusive chegam a dizer em público que o inferno e o demônio não existem. E, contudo, Jesus, no Evangelho, fala disso abundantemente, pelo que caberia se perguntar se não leram o Evangelho ou se absolutamente não crêem nele! » , sustenta.

Seitas satânicas no Vaticano

« Sacerdotes, monsenhores e também cardeais. Sei por pessoas que conheceram isso diretamente. E além do mais é uma coisa “confessada” em outras ocasiões pelo mesmo demônio, sob obediência, durante os exorcismos », explica.

Assegura que o Papa está a par de tudo:  « Claro que sabe! Mas faz o que pode. É algo assustador. Tenha presente que Bento XVI é um Papa alemão, vem de uma nação decididamente contrária a todas essas coisas. Na Alemanha, de fato, praticamente não há exorcistas — há nações inteiras sem exorcistas! –, e, todavia, o Papa crê nisso: tive oportunidade de falar com ele em três ocasiões, quando ainda era prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. Recebeu-nos como associação de exorcistas, fez um grande discurso, nos animando e elogiando nosso apostolado. Falou disso explicitamente e em público em várias ocasiões. E não nos esqueçamos que do diabo e de exorcismos também falou muitíssimo João Paulo II », recuerda.

Sinal de alarme

« Paulo VI levantou um véu de silêncio e censura quando disse aquilo de que “a fumaça de Satanás entrou na Igreja”, mas não teve consequências práticas. E creio que é necessário dar o sinal de alarme », afirma.

Poucos possuídos

O Padre Amorth recebe em seu escritório centenas de pessoas ao ano. Dessas,  « só algumas poucas estão verdadeiramente possuídas. A maioria tem simplesmente graves problemas psiquiátricos. Mas há possuídos » , disse. Apresentam-se para ser libertados. Fazem-no espontâneamente, ainda que a « presença » que possui seu corpo faça todo o possível para que os exorcismos não surtam efeito. A maior parte das pessoas fica possuída depois de ter participado de missas negras ou ritos satânicos.

Água benta contra as possessões

« Don Amorth » tem um método para reconhecer se uma pessoa está verdadeiramente possuída: a água benta.  « Uma vez preparei para uma mulher uma mesa com dois copos, um com água comum e outro com água benta. Quando bebeu a água benta, passou de menina amedrontada a pessoa encolerizada. Com um timbre de voz grave, como se um homem falasse dentro dela, me disse: “Você se acha muito esperto, cura!”. Comecei a oração de exorcismo e só uma hora depois, cumprindo o rito, aconteceu a libertação na igreja ».

« Faltam exorcistas formados»

A batalha do padre Amorth se trava em duas frentes: contra seu habitual inimigo e contra o silêncio ou a incredulidade da Igreja:  « O Código de Direito Canônico diz que os exorcistas devem ser eleitos entre a fina flor e a nata do clero », explica. « E, contudo, não é assim. Frequentemente, os melhores sacerdotes são destinados a ser bispos ou a outros cargos. E os exorcistas que existem têm pouca experiência, quando deveria ser o contrário » , se lamenta, enquanto recorda sua formação ao lado do padre Amantini, exorcista durante mais de 40 anos em Roma: « A ele devo tudo o que sou », afirma.

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Fonte: Religión en Libertad in Fratres in Unum [notícia do dia 01 de março de 2010]

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