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terça-feira, 7 de agosto de 2012

Terça-feira – Jr 30,1-2.12-15.18-22 Mt 14,22-36

XVIII Semana do Tempo Comum
Valderi da Silva
No evangelho de hoje (Mt 14,22-36), Jesus nos faz perceber nossa postura frente a Deus diante de situações inesperadas, momentos que não estão no roteiro diário de nossas vidas.Previous File: ikChristWalkingOnWater_1_3.psd<br />Epson_2_05WP_720uni_2005_0411<br />Christ Walking On Water
Primeiramente precisamos perceber que Jesus novamente se retira a um lugar alto para orar. A montanha – ou monte – é sempre um lugar próprio de oração para Jesus, nele o Senhor entra em contato íntimo com o Pai. Este lugar alto para onde Cristo se dirige para orar, é nosso lugar de oração. Devemos fazer como Jesus para orar verdadeiramente, retirar-se de nossa agitação diária, de nossas preocupações habituais – familiares e profissionais – para subir ao “monte” da contemplação para assim entrar em contato íntimo com Deus. Deste modo, conseguimos ouvi-Lo de modo mais audível e, com mais clareza, vê-Lo.
Conforme o evangelho de Mateus, Jesus ora por algum tempo e depois desce da montanha e vai ao encontro dos discípulos que estavam na barca. Neste momento a barca se encontra em meio a um vento forte que agitava o mar. Com nossos olhos da fé, vemos nesta barca a Igreja de Cristo, pois nela estão aqueles discípulos que haverão de anunciar o evangelho com suas vidas e também com o martírio. Esta barca – certamente comandada por Pedro, visto que ele era um pescador experiente – sempre estará sob a ameaça de ventos as vezes fortes e as vezes fracos. Esta realidade sempre existirá enquanto o curso da história não encontrar seu fim. Hoje confirmamos sem sombra de dúvidas que esta Barca de Cristo, sob o comando de Pedro, esta sob forte vento que a agita e pretende a derrubar. São as inúmeras investidas de homens e mulheres que pretendem calar sua voz na sociedade, que a pretendem reduzir ao mundo individual querendo que a sociedade reconheça que a Igreja é mais uma filosofia pessoal que um Verdade Universal. Em última análise, deseja eliminar a Igreja e sua missão da face da Terra, ignorando a salvação eterna que Deus somente dá aos homens por ela.
Nesta Barca esta Pedro e é ele quem pedi a Cristo que o chame para Si, caminhando sobre as águas. Cristo o chama, mas mais do que desejar ver Pedro caminhando milagrosamente sobre a água, deseja mostrar a Pedro que a fé é frágil ao ponto que um simples vento no rosto pode fazer alguém afundar. Pedro dá alguns passos, mas estes passos são aquele impulso animador da fé que deseja gastar a vida pelo Reino, mas que ainda não sentiu tudo o que vai advir desta opção fundamental. De fato, Pedro se vê caindo e afundando pelo medo que este vento lhe causou, Pedro vê que a fé frágil vacilou diante da possibilidade da derrota, da queda. A Igreja é feita de homens e mulheres que têm esta mesma fé de Sao Pedro caminha sobre as aguasPedro, que é grande, mas frágil, por isso, nunca deve baixar a guarda, sempre deve estar vigilante, sempre se exercitando na fé, pois nunca sabe o vento feroz que irá de encontro a seu rosto.
O que conforta a cada um, mas é também animo e vida para a Igreja, é a mão de Cristo estendida permanentemente querendo nos socorrer diante de nossa fragilidade. Ele nos estende a mão a cada pecado cometido, a cada vacilo na fé. Mesmo Ele nos estendendo Sua mão, nossa participação é crucial para que sejamos resgatados, pois devemos estender também a nossa para que Ele nos puxe novamente para junto de Si. Ouviremos Dele o que disse a Pedro: Homem fraco na fé, por que duvidaste? (Mt 14,31). Não deve ser motivo de encolhimento como se Ele estive nos desencorajando, mas de ânimo porque nos alertou que ainda somos frágeis e pequenos, e que por isso não devemos nunca acreditarmos mais em nós do que em Deus.
A fé consiste nesta confiança plena em Deus, sem hesitação. Por este motivo Jesus pergunta o por que duvidamos, pois duvidar é manifestação do vacilo da fé.
Roguemos sempre a Deus por nossa confiança cada vez maior Nele, e que diante das tormentas nunca deixemos de recorrer a Ele, como também nos conserve sempre dispostos a defender a Barca de Pedro nestes tempos de ventos amedrontadores.







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